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Pesquisadora do IAC recebe Prêmio Péter Murányi 2012 – Alimentação por mandioca de mesa

A pesquisadora Teresa Losada Valle, do Instituto Agronômico (IAC-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, recebeu o “Prêmio Péter Murányi 2012 – Alimentação” pelo desenvolvimento da mandioca de mesa IAC 576-70, que chega a produzir o dobro das outras variedades de mesa.
Há uma década, a Fundação Péter Murányi seleciona pesquisas capazes de melhorar a qualidade de vida das populações em desenvolvimento. 2012 foi o ano da mandioca, com a escolha do trabalho “A variedade de mandioca de mesa IAC 576-70 como agente transformador na segurança alimentar de populações de baixa renda, pequenos agricultores e patrimônio genético”, da pesquisadora Teresa Losada Valle. 
A pesquisa com a mandioca de mesa IAC 576-70 foi indicada pela diretoria do IAC e a seleção dos trabalhos finalistas foi feita pelo Colégio Indicador 2012, composto por diversas instituições de pesquisa da América Latina. “Esse prêmio é o reconhecimento de um trabalho que não é só meu, mas sim de todos os pesquisadores que trabalharam no melhoramento da mandioca de mesa desde o início do programa, em 1930”, diz Teresa.
A IAC 576-70, conhecida entre os produtores como amarelinha, é fruto do programa de melhoramento de mandioca de mesa do IAC. Desde o começo, os pesquisadores priorizaram o desenvolvimento de variedades de mesa com características capazes de impactar o mercado consumidor. “A IAC 576-70 é fruto desse trabalho ininterrupto de vários pesquisadores do Instituto Agronômico”, afirma a pesquisadora.
O programa de melhoramento de mandioca de mesa IAC é o mais antigo dos que nunca sofreu interrupção no Brasil. “Quando o trabalho de melhoramento é interrompido, quem retoma começa do zero. Isso não acontece aqui e foi justamente por isso que pude desenvolver a IAC 576-70, em 1984”, diz Teresa.
A IAC 576-70 é resultado do cruzamento das variedades IAC 17-18, de raiz branca, com a SRT 797 ou Ouro do Vale, de raiz amarela. Buscou-se com esse cruzamento uma variedade que associasse bom desempenho agrícola, como produtividade e resistência a doenças, com raízes amarelas. “Produtores e consumidores têm preferência pela mandioca de mesa de raiz mais amarela. Além de estética, a cor amarela é indicativa de maior teor de carotenóides precursores de vitamina A”, explica a pesquisadora.
Com a IAC 576-70 pronta, foi preciso trabalhar para implantar a nova mandioca de mesa nas roças e quintais do Estado. A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) encarregou-se desse trabalho. A variedade foi logo aceita pelos pequenos agricultores comerciais, visto que o cultivo possibilitou considerável aumento na renda, e pelos agricultores de subsistência, que viram suas roças de quintais cada vez mais produtivas.
Hoje, a variedade é maioria esmagadora no campo, representando quase 100% das 120 mil toneladas de mandioca de mesa produzidas anualmente no Estado de São Paulo. A IAC 576-70 já está sendo testada em outros Estados, como Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com bons resultados parciais e pode, inclusive, ser usada na alimentação animal.
Prêmio Péter Murányi
A escolha do trabalho de Teresa Losada Valle deu-se devido à preocupação da Fundação Péter Murányi em, anualmente, agraciar descobertas ou progressos científicos capazes de beneficiar o desenvolvimento das populações. A pesquisadora ressalta a importância desse prêmio também para a cultura da mandioca de mesa. “As pesquisas com a mandioca de mesa são mais valorizadas fora do país do que no Brasil, que dá mais atenção para a mandioca industrializada”, explica.
Esta não é a primeira vez que um pesquisador do IAC recebe a honraria. O pesquisador Ângelo Savy Filho ganhou o prêmio Péter Murányi 2007 – Desenvolvimento Científico e Tecnológico pelo trabalho: Mamona (Ricinus Communis): Desenvolvimento de Tecnologia de Produção.
A íntegra do texto está disponível no site www.iac.sp.gov.br
Assessoria de Imprensa do IAC
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Assessoria de Comunicação da APTA
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