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Pesquisadora da APTA dá dicas de como comprar peixes salgados, frescos, congelados e em conserva

Durante a Semana Santa, tradicionalmente, as pessoas consomem mais peixes do que em outras épocas do ano. Porém, são necessários alguns cuidados na hora de escolher o melhor pescado para comprar fresco, congelado, em conserva ou salgado. De acordo com a pesquisadora da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Daniela Castellani, os cuidados para a compra de peixes deve ser redobrados, porque é um dos produtos animais que mais rapidamente se degradam. Dependendo da temperatura e condições de armazenamento, o peixe pode estar impróprio para o consumo em questão de horas. Nas outras épocas do ano, o consumo de pescado pelos brasileiros também tem aumentado. Em 2000, o consumo por pessoa no ano chegava a 6,7 kg. Em 2010, a quantidade chegou a 9,7 kg. Mesmo assim, o valor está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 12 kg.
“Para não correr o risco de errar, o consumidor deve verificar a qualidade do produto, as condições de armazenamento e higiene do local”, afirma Castellani. Os peixes salgados, como o bacalhau, não devem apresentar manchas escuras ou avermelhadas na sua superfície. “Os consumidores devem dar preferência para peça inteira, sem estar desmanchado. O sal espalhado na superfície deve ter aparência homogênea”, explica a pesquisadora da APTA.
Os peixes frescos precisam estar com aspecto externo semelhante ao do peixe vivo. O corpo deve estar firme e resistente com o ventre normal, nem murcho e nem inchado. “A rigidez da carne é um excelente indício de que o peixe está fresco. É preciso, porém, observar se a rigidez não é devido ao congelamento”, alerta a pesquisadora da APTA.
Olhos “esparramados” e turvos indicam deterioração, dessa forma, a melhor opção é adquirir peixes com olhos brilhantes. Outro indício de má conservação são as brânquias de coloração pálida. De acordo com Castellani, elas devem estar vermelhas ou rosadas. “Cheiro ácido ou azedo indica que o pescado é impróprio para o consumo. Ele deve ter o cheiro característico de peixe. As escamas não devem se soltar com facilidade. O peixe fresco deve ser colocado à venda sobre gelo, na proporção de pelo menos 1 kg de gelo para cada 1 kg de pescado”, afirma.
Peixe congelado e em conserva
De acordo com a pesquisadora da APTA, há poucas diferenças entre peixe fresco e congelado. “A vantagem de optarmos pelo segundo reside no fato de ser um alimento microbiologicamente mais seguro e, simultaneamente, um produto mais econômico e de fácil aquisição”, afirma. O congelado, porém, só é a melhor opção se tiver sido preparado em boas condições. O consumidor deve estar atento se a embalagem está hermeticamente fechada, para não haver contaminação e se não contém gelo solto por dentro do produto. A temperatura do compartimento onde está o alimento deve estar no mínimo a – 18º C e o peixe nunca deve ser congelado mais de uma vez.
Os enlatados têm quantidade elevada de conservantes, listadas no rótulo, como estabilizantes, antioxidantes, sal, entre outros, que podem ser prejudiciais à saúde quando a ingestão é abundante. “Segundo alguns nutricionistas, os alimentos enlatados têm aditivos necessários à conservação em longo prazo e quando usados esporadicamente não causam mal a saúde. A sardinha em lata é uma boa opção para consumo, porque é possível comer a espinha, uma boa fonte de cálcio”, afirma Castellani.
Piscicultura
De acordo com estudo realizado pelo banco Rabobank, a aquicultura pode ser, na próxima década, a nova fronteira de proteína animal no Brasil. A pesquisa mostra que a produção de peixe em cativeiro poderá alcançar 960 mil toneladas em 2022, o dobro em relação as 479 mil toneladas produzidas em 2010. Segundo a pesquisadora da APTA, os peixes de piscicultura têm os mesmo nutrientes essenciais – proteína, hidratados de carbono, gorduras, vitaminas e minerais – do que o peixe capturado no rio ou no mar. “O que pode variar é a quantidade dos nutrientes que depende da alimentação. Os peixes criados em cativeiro comem rações especiais, enquanto os que vivem em ambientes naturais têm alimentação à base de algas, plânctons e outras espécies pequenas”, explica.
Os peixes de piscicultura são criados em cativeiros. A pesca, segundo Castellani, tem diminuído nos últimos anos, devido a questões ambientais – os peixes não encontram bons lugares para se reproduzirem. “Ao adquirir o pescado oriundo da piscicultura, o consumidor apoia produtores rurais da região e não corre o risco de intoxicação, pois a qualidade ecológica da água é constantemente monitorada”, afirma.
Texto: Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – APTA
19 – 2137-0616/613
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