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Pesquisador do Instituto Biológico orienta técnicos e fiscais sobre o ácaro vermelho no Ceará

As cidades de Fortaleza e Limoeiro do Norte, no Ceará, receberam nos dias 20 e 21 de outubro de 2015 os cursos de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO). O evento contou com participação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo com a palestra “Treinamento sobre o ácaro vermelho das palmeiras Raoiella indica”, ministrada pelo pesquisador André Luis Matioli, do Laboratório de Acarologia do Instituto Biológico (IB).
Cerca de 80 pessoas em Fortaleza e 50 em Limoeiro do Norte, entre técnicos e fiscais federais e do governo do Estado do Ceará, estiveram presentes. O objetivo do treinamento foi habilitar esses técnicos para detectar a praga, recentemente encontrada na capital, e fazer levantamentos e inspeções em áreas de plantio de coqueiros, plantas ornamentais e viveiros de mudas no Estado, além de inspeção na malha rodoviária.
Raoiella indica é considerada como praga quarentenária A2 e estava localizada somente nos Estados do Amazonas e Roraima, sendo que recentemente foi localizada e identificada nos Estados de São Paulo e Ceará. Isso faz com que ela se torne uma importante praga no território brasileiro, com severas restrições de exportação e importação de frutos.
Trata-se de um ácaro que, em princípio, ainda não traz nenhum prejuízo econômico para o Ceará, mas que inspira cuidados. Por essa razão, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (ADAGRI) e outras instituições que trabalham de forma preventiva, já estão mobilizados para evitar a proliferação desses organismos.
A presença do ácaro Raoiella foi detectada pela primeira vez em 1924, na Índia, depois nos EUA e na América Central. No Brasil, foi encontrado nos Estados de São Paulo, Roraima e agora no Ceará. Dentre as espécies de plantas que essa praga ataca, destacam-se o coqueiro e palmeiras de um modo geral, bananeira, feijoeiro, eucalipto e outras ornamentais.
A maior preocupação dos pesquisadores é a contaminação por meio de plantas ornamentais, tendo em vista que o ácaro tem uma resistência muito grande e uma enorme facilidade de se adaptar aos diversos climas.
A palestra de André Matioli, especialista em taxonomia, biologia e controle biológico de ácaros de importância agrícola, abordou temas como aspectos taxonômicos, biológicos, manejo da praga, formas de levantamentos populacionais, controle biológico e químico do ácaro vermelho das palmeiras.
De acordo com o pesquisador, “o treinamento oferecido é importante no aspecto de se detectar este ácaro praga quantitativamente, assim como definir a sua distribuição no Brasil e avaliar os seus reais danos econômicos”. Para Matioli, as culturas que mais são atacadas pela praga são coqueiros e palmeiras ornamentais de um modo geral, assim como bananeira, feijoeiro e eucalipto, entre outras plantas ornamentais.
O treinamento oferecido é importante para detectar este ácaro praga quantitativamente, além de definir a sua distribuição no Brasil e avaliar os seus reais danos econômicos. O evento foi organizado pela Adagri, representada por José Tito Carneiro Silva, diretor de Sanidade Vegetal, em parceria com o Ministério da Agricultura, representado pelo fiscal federal agropecuário Eriko Tadashi Sedoguchi.
O pesquisador André Matioli e outros colaboradores da área de Acarologia do IB oferecem anualmente cursos sobre Acarologia de Importância Agrícola e Curso de Taxonomia de Ácaros de Importância Quarentenária.

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