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Pesquisador do Instituto Biológico é homenageado por sua dedicação ao setor agropecuário


Engenheiro Agrônomo, Arlindo Pinheiro da Silveira se destacou na área de Fitopatologia e ajudou a fortalecer culturas como café e seringueira em solo paulista

A já vitoriosa carreira do pesquisador aposentado do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arlindo Pinheiro da Silveira, teve mais um reconhecimento. Silveira foi homenageado pela Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Marília (AEA) como profissional do ano de 2018, na categoria Engenheiro Agrônomo. A cerimônia de premiação foi realizada em Marília, interior paulista, no dia 26 de outubro de 2018.
Desde 1962, Silveira tem se dedicado a encontrar respostas aos desafios apresentados pela agricultura. Na pesquisa científica, encontrou o meio que buscava para contribuir com o grande potencial produtivo do Estado de São Paulo e, por consequência, do país.
Pesquisador do Instituto Biológico por 35 anos, tornou-se referência nos temas aos quais decidiu se dedicar. Suas atividades como pesquisador foram desenvolvidas principalmente na Fazenda Mato Dentro, Estação Experimental do Instituto Biológico situada em Campinas, interior paulista, que chegou a chefiar durante um período. “Comecei na seção de Fitopatologia, inicialmente trabalhando com algodão e hortaliças”, conta, mencionando que, à época, também foi chefe na seção de Doenças de Plantas Industriais.
Um novo momento em sua carreira se deu com o enfoque nas pesquisas com ferrugem do café, cultura agrícola que passou a abordar com profundidade durante toda a carreira.“Comecei a trabalhar com a ferrugem do café e até hoje trabalho com a cultura”, afirma.
Também trabalhou dedicadamente com seringueira e amendoim. Na heveicultura (cultura da seringueira), desenvolveu pesquisas em diversos estados do Brasil, como Bahia, Pará, Amazonas e Mato Grosso.
Antes de se aposentar, em 1996, foi assistente técnico da Direção Geral do IB e atuou junto à Coordenadoria de Pesquisa da Secretaria. Foi também fundador das Sociedades Brasileira e Paulista de Fitopatologia.

 

Dedicação homenageada

Os prêmios entregues pela AEA, direcionados ao engenheiro, arquiteto e agrônomo escolhidos profissionais do ano, marcaram, em 2018, os 50 anos da Associação de Marília. Laureado como o agrônomo de 2018, Silveira expressou gratidão em receber a honraria. “É um importante reconhecimento por ter trabalhado muito na região de Marília. Fiquei agradecido pelo prêmio”, celebra o pesquisador aposentado. Na região, atuou principalmente no município de Garça. “Trabalhei junto à Cooperativa dos Cafeicultores da cidade de Garça, desenvolvendo muitas pesquisas. Foi uma dedicação imensa à ciência e uma troca muito grande com os produtores”, diz o homenageado.
Silveira segue orgulhoso de ter contribuído com a pesquisa cientifica agropecuária no estado e no país e ressalta a importância dos Institutos de pesquisa ligados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) na trajetória da ciência paulista. “O Instituto Biológico, o Instituto Agronômico, de Zootecnia e os demais Institutos têm importância muito grande para o estado: novas cultivares, controle de pragas e doenças, laudos técnicos , etc.”, ressalta.
Hoje, aposentado de seu cargo na pesquisa, Arlindo da Silveira continua auxiliando, com consultorias e transferência de conhecimento, o desenvolvimento do agro paulista. Em sua fala, deixa transparecer o encanto com a profissão que escolheu e motiva os que, seguindo seus passos, se dedicam à pesquisa científica. “Pesquisadores são pessoas que cuidam da nossa comida e da nossa natureza”, finaliza.

Por Gustavo Almeida
Assessoria de Imprensa - APTA

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