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Pesquisador do IAC receberá Prêmio FCW de Ciência Aplicada ao Campo

O desejo de premiar a ciência, a arte e a cultura encontra-se com a missão de fazer do café uma cultura brasileira que viaja séculos e chega à era genômica mantendo relevante papel socieoconômico. É isso: a Fundação Conrado Wessel, idealizada para premiar e fazer filantropia, agracia este ano o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Luiz Carlos Fazuoli, com o "Prêmio Fundação Conrado Wessel de Ciência Aplicada ao Campo 2005". A comunicação oficial da homenagem foi feita no último dia 03 de abril. O diretor financeiro da FCW, José M. Caricatti, esteve em Campinas com Fazuoli e João Paulo Feijão Teixeira, vice-diretor do IAC, Instituição que o indicou ao Prêmio. A cerimônia de entrega será no dia 12 de junho de 2006, às 19h30, na Sala São Paulo, na Capital. Na ocasião, os agraciados receberão troféu e valor em dinheiro. Após 34 anos de dedicação à cafeicultura, o Prêmio chega como importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo pesquisador, especialmente pelo caráter social das contribuições geradas nas pesquisas de melhoramento genético do cafeeiro. Apenas para exemplificar, Fazuoli foi responsável pelo lançamento, em 2002, de três variedades de café, sendo duas de porte baixo e resistentes à ferrugem — Tupi IAC 1669-33 e Obatã IAC 1669-20 —, e uma de porte baixo, com excelente qualidade da bebida, a Ouro Verde IAC H5010-5. A homenagem tem sua relevância destacada pelo eminente júri, composto por representantes da Academia Brasileira de Ciências, CAPES, CNPq, FAPESP, SPBC, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da própria FCW. “Ficamos muito felizes, ser escolhido por júri tão qualificado é o próprio prêmio”, disse Fazuoli. O diretor da FCW afirmou que a indicação é de um mérito incontestável, pois há grandes nomes na lista considerada pelo júri. “O conjunto dos premiados mostra o valor do nome do Fazuoli”, declarou Caricattti. Segundo Feijão, para o IAC a concessão é extremamente rica, principalmente pelo fato de o IAC ter sido o agraciado na edição anterior do Prêmio. “O Fazuoli é de uma área privilegiada da Instituição, grandes nomes saíram do Centro de Café, ele é um herdeiro de Alcides Carvalho”, disse Feijão, referindo-se ao principal nome da cafeicultura brasileira e mundial. Além da categoria Ciência Aplicada ao Campo, o Prêmio FCW de Ciência contempla as modalidades Ciência Geral, Ciência Aplicada à Água, Ciência Aplicada ao Meio Ambiente e Medicina. O Prêmio FCW de Arte é atribuído à Fotografia Publicitária. No Prêmio FCW de Cultura o segmento cultural escolhido é o de Literatura. De acordo com a FCW, o perfil dos premiados em Ciência e Cultura, revela características como inovação, liderança, relevância social, trabalho permanente e ética. A indicação dos nomes é feita por 140 instituições de pesquisa e ensino do País de nível internacional. “O indicado tem que estar em atividade nos últimos cinco anos, sua atuação deve ter grande eficácia social e a sociedade precisa ter ganhado com o que ele realizou”, esclarece Caricatti. Quanto ao pesquisador Fazuoli, não há dúvida sobre tais quesitos: 80% dos cafeeiros do Brasil saíram do IAC. E nesses campos há muito da contribuição de Fazuoli. Um brinde! Com café!
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