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Pesquisa do Instituto de Pesca em maricultura: capítulo de livro nos Estados Unidos

O projeto “Criação de camarões marinhos em tanques-rede, associada ao cultivo de macroalgas e mexilhões”, desenvolvido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, foi apresentado em congresso nos Estados Unidos e despertou o interesse de uma editora norte-americana. O estudo, coordenado pelo pesquisador Julio Vicente Lombardi e financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), foi publicado em forma de capítulo de um livro, em edição especial. A publicação contou com a participação dos pesquisadores Hélcio Luis de Almeida Marques (IP) e Elisabete Viegas (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP).
O estudo foi dividido nas seguintes fases: a) teste de materiais para composição estrutural de tanques-rede; b) testes com diferentes densidades de ocupação dos tanques-rede; c) testes de disposição espacial de macroalgas; d) testes com dietas naturais (à base de mexilhão) e artificiais para camarões; e) e análise sensorial e bromatológica dos camarões produzidos. Uma das metas do projeto foi gerar tecnologia de produção de camarões marinhos em pequena escala, visando melhorar o rendimento do pequeno maricultor, diz Lombardi. Esse estudo permitiu, também, a criação de um pacote tecnológico de produção de camarões em sistema pouco agressivo ao meio ambiente, bem como o desenvolvimento de técnicas de produção, dentro da concepção de “aquicultura orgânica”.
O sucesso da introdução de alimento “in natura” no manejo dos camarões foi o destaque da referida pesquisa. Testou-se a carne de mexilhão em substituição ao alimento tradicional (ração comercial), especialmente porque a mitilicultura é uma atividade bastante difundida no litoral norte do Estado de São Paulo. Assim, a carne deste molusco poderia garantir o suprimento de alimento não industrializado e mais barato para os produtores de camarões.
O resultado demonstrou que a substituição da ração pela carne do mexilhão, total ou parcialmente, aumentou o crescimento dos camarões, cujo produto final apresentou melhor aparência e melhor sabor. Em uma analogia, pode-se dizer que alimentar camarões com carne de mexilhão produz o mesmo efeito do "frango caipira", além de melhorar a produtividade do sistema como um todo, explica o pesquisador.
A publicação encontra-se disponível para aquisição no site: https://www.novapublishers.com/catalog/product_info.php?cPath=23_64&products_id=6775, registrada com a referência: Lombardi, J.V.; Marques H.L.A.; Viegas, E.M.M. (2009) Rearing Brazilian Pink Shrimp Farfantepenaeus paulensis in Cages Using Alternative Feeding Management: A Tentative Approach for Promoting Sustainable Aquaculture in Offshore Areas. In: Aquaculture Research Progress. (Takumi K. Nakamura, eds.). Nova Science Publishers, USA, p. 211-230.
Outras informações podem ser obtidas com o pesquisador Júlio Lombardi pelo e-mail: lombardi@pesca.sp.gov.br
Centro de Comunicação do Instituto de Pesca
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(13) 3261-5474
Assessoria de Comunicação da APTA
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