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Pesquisa com larvas de peixes-de-bico da Secretaria tem participação de pescadores esportivos e pesquisadores de universidades

O estudo de larvas de peixes-de-bico, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Pesca, com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é inédito no Atlântico-Sul. Ele é feito por meio de coletas de material durante torneios de pesca esportiva, que vão de novembro a janeiro, em Ilhabela (SP), Vitória (ES) e Cabo Frio e Rio de Janeiro (RJ). “A dificuldade de usar embarcações para a coleta do material biológico em alguns pontos do Brasil foi superada com o apoio de pescadores esportivos, que oferecem suas lanchas para uso dos cientistas e seus associados”, revela o doutor Alberto Ferreira de Amorim, pesquisador do Instituto de Pesca.
Amorim explica que, através da análise do DNA das larvas, é possível identificar as espécies de peixes-de-bico e seus códigos genéticos. O trabalho teve o apoio, na área de biologia molecular, do professor Alexandre Wagner Silva Hilsdorf, da Universidade de Mogi das Cruzes. No período de 15 a 30 de abril de 2015, Alberto Amorim esteve nos Estados Unidos, no Virginia Institute of Marine Sciences (VIMS), localizado em Gloucester Point, para confirmar a identificação das larvas analisadas no Brasil, sob a supervisão do professor doutor John Graves. Essa instituição, a segunda mais antiga do país, está ligada ao College of William and Mary, fundado em 1693.
De acordo com Amorim, com essa análise de biologia molecular será possível prever se um peixe adulto capturado no Atlântico nasceu em águas brasileiras ou não. Essa informação poderá ser importante para a definição de estoques do Atlântico, utilizada nos estudos da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT).
Na viagem, o especialista do Instituto de Pesca ministrou aula a estudantes do VIMS sobre as diferentes artes de pesca que capturam atuns, espadarte, agulhões e tubarões no litoral brasileiro. Amorim também discutiu o desenvolvimento de um futuro projeto com o professor John Graves e o diretor da International Game Fish Association (IGFA), Jason Schratwieser, para a realização de viagens de pesque, marque e solte com marcas eletrônicas, também com financiamento da Fapesp no valor de R$ 200 mil. A vinda do professor John ao Brasil está prevista para ocorrer no período de novembro de 2015 a janeiro de 2016.
Ele comenta que as marcas serão colocadas em parceria com os pescadores esportivos do Iate Clube do Rio de Janeiro e do Yacht Club de Ilhabela, na temporada 2015/2016. O peixe escolhido é o agulhão-negro, conhecido na pesca esportiva por marlim-azul, que tem sua comercialização proibida em todo o território nacional, através da Instrução Normativa nº 12, de 2005, editada pela Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (SEAP). Anteriormente, a proibição já vigorava através da Instrução Normativa nº 11, de novembro de 2004.
O desenvolvimento de estudos de DNA de peixes-de-bico no Atlântico Sul está sendo realizado pela primeira vez através dessa pesquisa e promete alavancar a obtenção de novas informações, importantes ferramentas para a regulamentação relativa à conservação da espécie. A parceria com pesquisadores estrangeiros também traz novas possibilidades de ampliação dos conhecimentos nessa área de pesquisa.
Por: Antonio Carlos Simões
Mais informações:
Assessoria de Imprensa
Instituto de Pesca
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(13) 3261-6571 ou 3261-5474
 
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