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Pecuaristas chamam atenção para diferenças de qualidade da carne

A falta de conhecimento da população sobre a qualidade da carne bovina e as características que destingem uma raça de outra fazem com que o consumidor deixe de adquirir o que de melhor se produz na própria região. Quando a exigência é deixada de lado, acaba-se consumindo o que lhe é oferecido, e muitas vezes atraído apenas pelo preço. Em muitos casos, esse fator não chega a ser preponderante, já que os valores de carnes comuns e de raças européias são praticamente o mesmo. Essa falta de informação sobre o que se consome de carne bovina preocupa criadores de gado no Sudoeste do Paraná. A constatação foi feita pelo presidente da Associação dos Criadores de Charolês no Paraná, Jamil Deud Junior, de Clevelândia. O município é pólo genético da raça, sendo o primeiro a abrigar animais dessa raça. De acordo com o pecuarista, o brasileiro ainda não aprendeu a pedir no açougue ou no mercado a carne pela raça do animal, e por isso o proprietário do estabelecimento não vai buscar uma carne de melhor qualidade. Ele traça um comparativo com a cultura européia, que tem a preocupação com a saúde, e é por isso busca carnes com menos gordura, mas que não deixa de ser saborosa. A maioria dos brasileiros compra costela com uma grande camada de gordura e que perde bastante volume no osso. “Estima-se que 80% da carne bovina exportada pelo Brasil vai para o Egito e para a Russia. O mercado é vantajoso porque o preço é atrativo para eles. Já na Argentina, que vende menos da metade do que nós, mas que mantém maior plantel de raça européia, consegue lucrar até o dobro porque vende para países europeus como a Inglaterra,”, explicou Deud Junior.
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