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Parque citrícola paulista: adensamento sobe de 293 para 347 plantas por hectare

Dos vinte principais municípios de laranja do Estado de São Paulo, em apenas quatro municípios não foi registrado o adensamento de plantio. Já entre os dez primeiros foi constatada a diminuição no adensamento médio nos municípios de Tabatinga e Limeira, embora  tenha mantido o terceiro lugar em número de plantas. É o que mostra o artigo “Cultura da laranja no Estado de São Paulo, 2007/08”, publicado na revista “Informações Econômicas” (edição de setembro/2010), cuja versão eletrônica já está disponível no site do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
“Os resultados obtidos para o adensamento dos pomares de laranja estão consistentes com a recomendação de maior produtividade por unidade de área plantada e confere um perfil mais competitivo”, dizem os autores do trabalho Priscilla Rocha Silva Fagundes, Vera Lúcia Ferraz dos Santos Francisco, Celma da Silva Lago Batptistella, Antonio Ambrosio Amaro, Denise Viani Caser e Carlos Eduardo Fredo. Os pesquisadores do IEA compararam os dados do Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária do Estado de São Paulo (LUPA) de 2007/08 com os de 1995/96.
O município de Monte Azul Paulista destacou-se pelo decréscimo de 30% no número de unidades produtoras e de 47% na área cultivada de laranja, além da diminuição na densidade. “Este fato culmina em perda de posição no ranking importantes municípios produtores, ao passar da 6ª para a 25ª posição, quando considerado o número de pés.” 
Dentro dos pomares
A área média do pomar em 2007/08 foi calculada em 35,8 hectares (12 mil plantas por pomar), comparada com 23,9 hectares (7 mil plantas por pomar) em 1995/96. Assim, a densidade média passou de 293 plantas por hectare em 195/96 para 347 plantas por hectare em 2007/08. Os aumentos entre os dois LUPAs foram de 49% na área e de 71% no número de plantas, “ou seja, não só os produtores foram estimulados a ampliarem em média  suas plantações, mas também a adotarem a prática de adensamento no plantio”.
Em termos de Estado, a cultura da laranja apresenta números de impacto como 257,8 milhões de plantas de laranja em 741,7 mil hectares distribuídos em 20 mil Unidades de Produção Agropecuária (UPAs ). Desse total, 14,7 milhões são plantas novas dispostas em 31 mil hectares de pomares em formação (até 3 anos).
Outra conclusão do trabalho é que as áreas jurídicas são superiores à média do Estado, “o que leva à ilação do aumento da área própria da indústria de suco, assim como de seu suprimento de matéria-prima , ora pela área própria, ora pela fruta prisioneira”. Além disso, mostra que, mesmo heterogêneo, o perfil sócio-econômico do citricultor paulista “demonstra ser ele um agricultor inovador, capaz de gerir cada vez melhor sua atividade, apto a aderir às tecnologias geradas pela pesquisa, com espírito empreendedor, sobrevivendo em um cenário com tantas adversidades”.
O estudo também aponta que a citricultura paulista é profissional e tecnificada e os citricultores tem “bom nível de instrução, mas ainda deixam a desejar na questão de organização de classe. Em um setor no qual a concentração de poder da indústria é fato, a necessidade de uma maior organização e articulação dos produtores é fundamental pra a sobrevivência da atividade”.     
Link: íntegra da edição de setembro/2010 da revista Informações Econômicas
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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