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Novo diretor do Instituto de Pesca quer aproximar pesquisa e aplicação prática na produção

O pesquisador científico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Luiz Marques da Silva Ayroza é o novo diretor do Instituto de Pesca. Ele assume o cargo com o objetivo de desenvolver um trabalho de integração entre o Instituto e a cadeia produtiva, diminuindo a distância entre a geração de conhecimento das pesquisas e sua aplicação prática no campo com o foco na produtividade.
Formado em Zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (Ufla), em 1985, e doutor em Aquicultura pelo Centro de Aquicultura da Unespd e Jaboticabal (SP), em 2009, Ayroza atuava no Polo Regional Médio Paranapanema, sendo especializado em sistema de produção de peixes em tanques-rede. O novo diretor destaca que é de fundamental importância para o Governo do Estado desenvolver pesquisas científicas e tecnológicas nas principais áreas da cadeia do pescado, como produção, sanidade, tecnologia pós-colheita, nutrição e recursos naturais.
Ayroza convive diretamente com produtores desde a criação do Programa de Apoio à Pequena Agricultura no Vale do Ribeira, no governo Montoro. Iniciou sua vida profissional no Centro de Pesquisa em Aquicultura (Cepar), inaugurado em 1989, no Vale do Ribeira, onde participou da construção do projeto. Desde então, tem atuado em pesquisas aplicadas a demandas regionais.
Em 1994, a partir da articulação política entre o Consórcio Intermunicipal do Escritório da Região de Assis (Cierga), atualmente Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap), e o Centro de Desenvolvimento do Vale do Paranapanema (CDVale) , o pesquisador foi transferido para o Vale do Paranapanema, onde, na Estação Experimental do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), foi integrado à Estação de Aquicultura do Instituto de Pesca, na cidade de Assis.
Em 2002, com a criação da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a estação experimental passou a ser vinculada ao Departamento de Descentralização de Desenvolvimento, denominando-se Polo Regional Médio Paranapanema. Nesse polo, Luiz Ayroza foi designado para o cargo de diretor técnico de Divisão e de Pesquisa, especializando-se também na área de regulamentação e licenciamento ambiental da piscicultura.
Foi eleito representante do Comitê de Bacia do Médio Paranapanema, no qual participou de grupos técnicos intersecretariais e atuou como consultor do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp (Compesca), da Câmara Setorial do Pescado e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), atividades que ele ainda exerce.
Mais recentemente, Ayroza foi nomeado presidente da Comissão Técnica de Aquicultura, ligada ao gabinete do Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e convidado a conhecer as atividades da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), quando teve a oportunidade de falar sobre a regulamentação e licenciamento ambiental da aquicultura paulista.
Metas de trabalho
Em sua nova experiência de trabalho, Luiz Ayrosa apresenta como suas principais metas, fundamentalmente: desenvolver um amplo trabalho de integração do Instituto de Pesca com os Polos Regionais da APTA, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Quer ainda diminuir a distância entre a geração de conhecimento das pesquisas e sua aplicação prática no campo, unindo as duas pontas da tecnologia: a pesquisa e o produtor rural.
O foco é na produtividade, em levar inovações tecnológicas para o campo, fomentar a agricultura familiar e dar prioridade ao pequeno agricultor para que seja cada vez mais eficiente, buscando permanentemente a inovação. Outra meta é estabelecer parcerias com produtores na linha Instituto de Pesca oferecendo serviços e produtores financiando pesquisas aplicadas.
Luiz Ayroza pretende também ampliar as condições ao Programa de Pós-graduação do Instituto para que possa capacitar adequadamente profissionais de nível superior com o foco: conhecimento gerando tecnologia nas áreas de aquicultura e pesca; buscar o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental; e, necessariamente, fortalecer a infraestrutura de laboratórios, que são essenciais para as pesquisas.
Em sua tese de doutorado, “Criação de tilápia-do-nilo em tanques-rede na Usina Hidrelétrica de Chavantes, Rio Paranapanema, SP-PR”, Ayroza descreve que a pesca e a aquicultura são consideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) como atividades estratégicas para a segurança alimentar sustentável do planeta. Isso porque são capazes de fornecer alimentos proteicos de alta qualidade e de gerar emprego, tanto em países desenvolvidos, quanto naqueles em desenvolvimento.
“No Brasil, durante as últimas décadas, a piscicultura sofreu constantes transformações, tendo se consolidado como importante atividade no agronegócio brasileiro, substituindo, em parte, o peixe proveniente da pesca extrativa. O potencial para esse crescimento explica-se principalmente pelas características naturais do País relacionadas à abundância de recursos hídricos”, disse o diretor.
Para o novo diretor do Instituto de Pesca, em um mundo cada vez mais globalizado, é importante que as instituições de pesquisa e as universidades aperfeiçoem e modernizem suas tecnologias agrícolas, florestais e pesqueiras para assegurar uma boa nutrição a todos, assim como o desenvolvimento agrícola e rural sustentável.
Por Antonio Carlos Simões
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Imprensa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Instituto de Pesca
Fone: (13) 3261-5474

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