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Ministério Confirma Aftosa E Abre ''Guerra'' Com Paraná

A briga entre o governo federal e o Estado do Paraná em torno da febre aftosa promete se acirrar. Depois de mais de um mês de exames, acusações, desconfiança de fraude e muito bate-boca, o Ministério da Agricultura confirmou ontem a existência de focos da doença no Estado. No entanto, o secretário paranaense da Agricultura, Orlando Pessuti, disse que não reconhece o resultado e que processará o ministério. Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério, Jorge Caetano, a suspeita de casos da enfermidade no Estado, anunciada em 21 de outubro, confirmou-se como foco de aftosa após os novos testes. Mas ele próprio explicou que isso não significa que o vírus ainda esteja ativo na região. Os animais infectados saíram de Eldorado (MS) - onde um foco da doença foi confirmado em 10 de outubro - em 24 de setembro e o curso da doença é de 21 dias. O ministério defende que os animais das regiões onde foram detectados os focos sejam sacrificados para que as restrições internacionais sejam mais brandas, mas essa decisão caberá ao Paraná. Brasília não crê que a confirmação do foco no Paraná possa atrasar a suspensão dos embargos à carne brasileira, e também garante que o anúncio não está relacionado à reunião de amanhã do Comitê Veterinário da União Européia, em Bruxelas. Os exportadores de carne suína, cuja produção é forte no Paraná, não temem perdas já que o mercado russo, principal destino dos embarques do país, começa a se fechar com o inverno.
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