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Milho: primeiro balanço de oferta e demanda de 2011 aponta aumento de 12,3% nas importações paulistas

As necessidades de importação de milho em 2011 por parte do Estado de São Paulo devem aumentar 12,3%, para 4,83 milhões de toneladas, de acordo com o pesquisador Alfredo Tsunechiro do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). O primeiro balanço estadual de oferta e demanda de milho este ano indica duas tendências: queda da oferta (produção da primeira safra) e crescimento da demanda (consumo dos segmentos da cadeia produtiva).  A estimativa, feita pela Câmara Setorial de Milho da SAA, foi elaborada com base em informações fornecidas pelos membros do colegiado e aprovada em reunião realizada em março.
A previsão é de que a produção da primeira safra (verão) 2010/11 decresça 5,5%, para 3,18 milhões de toneladas, em relação à do ano anterior, devido principalmente à retração da área. Quanto à produção esperada de milho safrinha, mantém-se preliminarmente a produção do ano passado (1,04 milhão de toneladas), em razão da incerteza quanto à variação da área que está sendo plantada. A expectativa é de crescimento da área, diz Tsunechiro. “Por outro lado, a semeadura está um pouco atrasada, o que pode afetar a produtividade da cultura, de sorte a contrabalançar o aumento esperado da área.” Já a disponibilidade interna diminui 3,2%, para 4,83 milhões de toneladas, com o aumento do estoque inicial não compensando a queda da produção da safra de verão.
 “Neste ano, o aquecimento do mercado mundial de milho, com a elevação do consumo, os baixos níveis dos estoques e o crescimento da especulação financeira, reflete-se no mercado interno, com a manutenção de preços altos.” Segundo o pesquisador do IEA, os preços dos segmentos de consumo de milho, como avicultura, suinocultura e bovinocultura, estão também em condições favoráveis, o que mantém as relações de trocas satisfatórias entre esses setores e a do milho, estimulando o aumento do consumo do cereal.
Do lado da demanda, foram revisados dois dados de 2010: o consumo de milho pela avicultura de postura cresceu 8% (em vez de 5%), e a exportação de milho em grão para o exterior, definida em 9.800 toneladas, o que corresponde a uma queda de 64,9% em relação a 2009. 
Para 2011, o primeiro levantamento indica aumentos de consumo de milho pelos segmentos da cadeia produtiva em quase todos os setores, em face da melhoria de rentabilidade das atividades. Assim, suinocultura deve consumir 5,5% a mais (para 949,7 mil toneladas); avicultura de corte, 5% (para 2,3 milhões de toneladas); pecuária leiteira, 5% (para 388 mil toneladas); pecuária de corte, 10,0% (para 2,6,4 mil toneladas); outros animais, 4,0% (para 912,9 mil toneladas) e consumo industrial, 5% (para 1,26 milhão de toneladas).
O consumo da avicultura de postura, que cresceu muito em 2010, deve ficar estável em 2011 em torno de 1,09 milhão de toneladas. O consumo não-comercial (parte da produção da primeira safra que não se destina ao mercado) deve cair 5,5%, para 635,5 mil toneladas, de acordo com a expectativa da produção esperada no Estado.
“Com a diminuição da disponibilidade interna e do incremento proporcionalmente maior do consumo e do estoque final em 2011, há um significativo aumento do volume de milho importado de outras regiões, o qual passa a representar mais da metade (51,2%) do consumo previsto para o Estado.” A relação estoque/consumo de milho se mantém em torno de 7,5% nos últimos três anos, conclui Tsunechiro.
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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