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Maracujá: cultivar IAC 275, para sucos, vai além das fronteiras paulistas

Sementes selecionadas da cultivar IAC 275 vêm sendo fornecidas a pomares de regiões produtoras muito além das fronteiras paulistas pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. É o que mostra o artigo “Maracujá: diferencial de qualidade da CV. IAC 275 leva agroindústria de sucos a triplicar demanda por sementes”, da pesquisadora Laura Maria Molina Meletti.
“Há que se ressaltar a atuação dirigida aos cooperados da Coopernova, em Terra Nova do Norte, da Tropical Polpas, em Tangará e da Megapolpas, em São José dos Quatro Marcos. Estes são exemplos de três empresas situadas no Mato Grosso que buscam obter matéria-prima de alta qualidade, em campos próximos à sua sede, com o objetivo de reduzir o custo da matéria-prima. Em Minas Gerais, a PomarBrasil, de Jaíba, também tem levado produtores a responder a uma demanda da empresa que processa maracujá e a inclusão do Paraná no circuito produtor de frutas para a agroindústria tem sido efetivado pela FRUTAP Agroindustrial, de Pinhalão.”
No Estado de São Paulo, estas sementes foram adquiridas por quase duas centenas de produtores, alguns deles com o apoio das prefeituras locais ou reunidos em associações de produtores ou em assentamentos do ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo). Meletti ressalta as aquisições, nesses últimos três anos, das empresas de suco, que fomentam a ampliação dos pomares da cultivar, visando ampliar a disponibilidade de frutos de maior rendimento industrial. Destacam-se, entre outras, a DeltaCitros na região de Bebedouro, a DoceFruta na região de São Pedro do Turvo, a Riberfoods na região de Ribeirão Preto, a DeMarchi na região de Vinhedo e a Fruteza, na região de Dracena.
O resultado tem sido positivo para ambos os lados, diz Meletti. Para os produtores, que passam a contar com um comprador definido, que pode até estabelecer um preço mínimo para o produto. Já as empresas garantem a matéria-prima necessária para o estabelecimento de contratos de venda, numa época de demanda maior que a oferta e preços altos no mercado.
“Com isso, uma nova realidade tem sido observada: ampliação das áreas de cultivo, motivadas pela certeza da venda do produto, às vezes antecipada, e, concomitantemente, a inclusão de estados não tradicionais na produção do maracujá.”
Assim, a expansão das fronteiras agrícolas da fruticultura tem resultado não apenas de iniciativas governamentais, a exemplo do que está sendo feito no Tocantins, mas também de recentes iniciativas de empresas ligadas ao suco do maracujá, assinala a pesquisadora do IAC. Em busca de um produto de qualidade superior, produzido em escala industrial, essas empresas não ficariam mais dependentes do excedente de produção dos produtores de fruta de mesa.
A IAC 275 de maracujá amarelo foi trabalhada no IAC desde o melhoramento genético até o apoio técnico aos produtores que utilizam esta cultivar nos seus pomares e às empresas de suco, revela Laura Meletti. Isto tem sido feito por meio da produção de sementes selecionadas e de constantes cursos de capacitação técnica.
A cultivar tem sido uma boa representante do esforço da pesquisa agrícola em beneficiar todos os elos da cadeia produtiva, observa a pesquisadora. Para ela, “o contexto atual do maracujá é um dos resultados positivos de um trabalho multidisciplinar, profícuo e aplicado às condições brasileiras”.
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
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