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Livro com contribuição de pesquisadoras da APTA Regional e do IP fica em segundo lugar no Prêmio Jabuti 2012

O livro “Tecnologia do Pescado – Ciência, Tecnologia, Inovação e Legislação”, escrito com a colaboração da pesquisadora da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Rose Meire Vidotti e das pesquisadoras do Instituto de Pesca (IP), Cristiane Rodrigues Pinheiro e Neiva e Thaís Moron Machado, do Laboratório de Tecnologia  do Pescado do Centro do Pescado Marinho de Santos (SP),  ficou em segundo lugar na categoria Tecnologia e Informática do 54.º Prêmio Jabuti. A premiação vai acontecer em 28 de novembro. O editor da obra será agraciado com uma estatueta que simboliza o Prêmio. Vidotti foi autora do capítulo “Aproveitamento de resíduos na forma de silagem”, na qual comenta sobre os trabalhos realizados pelo Polo Noroeste Paulista/APTA Regional, com silagem do pescado. A APTA é um órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A tilápia é, atualmente, a espécie de peixe de água doce mais industrializada no Brasil, processada para a obtenção de filés frescos e congelados. Pouca gente sabe, porém, que cerca de 70% das tilápias processadas vão para o lixo. São os chamados resíduos, constituídos de cabeça, carcaça, víscera, pele e escama.  As pesquisadoras do IP contribuíram com os artigos “Carne mecanicamente separada (CMS) e surimi” e “Embutidos de pescado”.
Geralmente, os produtores enterram esses materiais, causando prejuízos ao meio ambiente devido à alta carga bilógica, sendo proibido por lei. A opção seria o processamento desses resíduos para a produção de silagens, usadas na alimentação de aves e suínos, por exemplo, além de peixes de outras espécies. A produção de silagem com o resíduo do pescado pode reduzir em 42% os custos com ração dos produtores. Lançada pela Editora Atheneu, a obra “Tecnologia do Pescado – Ciência, Tecnologia, Inovação e Legislação” é editada por Alex Augusto Gonçalves, professor do Departamento de Ciências Animais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e conta com a participação de mais 49 profissionais da área de Tecnologia do Pescado – Ciência, Tecnologia, Inspeção e Controle de Qualidade. “Esta obra é a realização de um sonho de mais de 20 anos, desde que comecei a trabalhar com pescado, já na graduação em Oceanografia, onde pude vivenciar a carência de literatura especializada. Ao longo da minha vida acadêmica e na carreira da docência, percebi que não existia, até o momento, um livro que contemplasse distintas áreas”, afirma Gonçalves.
A obra está organizada em quatro sessões: Ciência do Pescado, Tecnologia do Pescado, Inovação e Legislação. O objetivo é promover o avanço da pesquisa e o desenvolvimento da área de pescado, além de estimular o progresso profissional de técnicos e pesquisadores da área.
Prêmio Jabuti 2012
O Prêmio Jabuti é uma das mais tradicionais premiações de livros do Brasil. Este ano, o prêmio, criado em 1958, vai contemplar 29 categorias. Na categoria Tecnologia e Informática foram premiadas as seguintes obras: Inteligência Artificial: Uma abordagem de aprendizado de máquina; Tecnologia do Pescado – Ciência, Tecnologia Inovação e Legislação e Sistemas Colaborativos.
De acordo com o site do Prêmio, há um corpo de jurados altamente especializado para julgar as obras inscritas, composto por profissionais com ampla bagagem em suas respectivas áreas de atuação, para analisá-las. A contagem dos votos é feita em sessões abertas ao público e dividida em duas etapas. Na primeira sessão pública, são selecionadas as 10 melhores obras em cada uma das categorias. A segunda sessão define os três primeiros lugares de cada categoria. Na cerimônia de premiação e entrega das estatuetas, são revelados os Livros do Ano de Ficção e Não Ficção. Os livros são escolhidos pelo voto dos jurados e de profissionais do mercado editorial.
Silagem do pescado
A silagem de peixe é uma das formas de aproveitamento dos resíduos gerados na cadeia aquícola na produção, industrialização e comercialização. De acordo com a pesquisadora da APTA, os resíduos são gerados devido à heterogeneidade de crescimento dos peixes durante a produção e o processamento em unidades de beneficiamento de pequeno porte. “Grande parte dos produtores de peixe acabam enterrando os resíduos gerados no solo, o que é proibido por lei e muito prejudicial ao meio ambiente. O pescado tem alta carga biológica e contamina o solo. A produção de silagem é uma alternativa para o descarte deste material e possibilita seu emprego na alimentação de outros animais, o que pode diminuir em até 42% os custos de compra de ração”, explica Vidotti, pesquisadora da APTA, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
A silagem é usada na alimentação de suínos, aves, animais aquáticos e ruminantes. “No caso da alimentação de peixes, é necessário o cuidado para não alimentar animais da mesma espécie, para não ter problemas de retroalimentação – tomamos cuidado com isso desde a época dos problemas da vaca louca. No caso dos girinos, por exemplo, a substituição em 50% de farinha de peixe por silagem apresentou ótimos resultados”, afirma Vidotti.
Segundo a pesquisadora da APTA, a tecnologia de obtenção de silagem de pescado é simples e não implica a utilização de maquinários específicos, pois necessita apenas de triturador de resíduos e agitador de recipientes de plástico, sem exigência de mão de obra especializada. “Entretanto, essa tecnologia é indicada quando há cerca de 200 kg de resíduos. Essa restrição se deve a algumas características especificas do produto, entre elas o teor de umidade”, exemplifica a pesquisadora.
De acordo com a pesquisadora, a literatura, inclusive internacional, indica que o processo de produção de silagem dura cerca de 30 dias. Devido aos estudos e às técnicas desenvolvidas pela APTA, é possível produzir em sete dias e há redução de 5% de ácido para 2%. A pesquisadora da APTA trabalha em projetos de pesquisa que estuda outras tecnologias para a utilização dos resíduos de pescado como a compostagem orgânica.
Serviço
54.º Prêmio Jabuti
Dia 28 de novembro
Local: Sala São Paulo - Praça Julio Preste, 16
Horário: coquetel - 19h30
Premiação: 21h00
Texto
Fernanda Domiciano – Estagiária – Assessoria de Imprensa – APTA
Contato: 19 – 2137-0616/613
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
11 - 5067-0424
Acompanhe a Secretaria
 
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