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Levantamento de preços da Secretaria de Agricultura orienta população a consumir leite de qualidade com economia

Um levantamento de preços do leite na última década realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), detectou que a versão longa vida da bebida, que passa pelo processo de Ultra High Temperature (UHT), apresentou preços mais altos do que o leite pasteurizado, especialmente nos períodos de entressafra, quando a oferta pelo produto fresco diminui. A maior variação de preços do leite UHT em relação ao pasteurizado chegou a 31,2% em julho de 2009.
A exceção ficou por conta dos anos de 2012 e 2015, quando o leite longa vida apresentou preços inferiores ao leite pasteurizado durante todos os meses. Em 2016, seguindo a tendência da entressafra, os preços entre os dois produtos apresentam distinção de 22% a partir do mês de julho.
Mais consumido pela população a partir dos anos 1980, principalmente por apresentar maior durabilidade, o leite UHT também passou a ser mais frequente na mesa das famílias devido à alta da inflação e à necessidade de armazenar o alimento. De acordo com a pesquisadora do IEA, Rosana de Oliveira Pithan e Silva, responsável pelo acompanhamento dos preços, as transformações da estrutura social, como a maior participação da mulher no mercado de trabalho, e o crescimento do varejo de autoconsumo proporcionado pelos supermercados, em alternativa à falta de tempo para compras diárias, também impulsionaram esse comportamento no consumo.
O acompanhamento, mês a mês, permitiu verificar que o leite pasteurizado, se mostrou mais acessível no período de entressafra do que o leite UHT.
“O consumidor deve pesquisar mais e avaliar melhor o valor do produto antes de efetuar sua compra, principalmente se houver padaria ou algum mercado perto de sua residência, onde possa comprar o leite pasteurizado”, orientou Rosana. “Ele deve ter em conta a validade do produto, que para o tipo pasteurizado chega até cinco dias, conforme a marca, levando à possibilidade de se comprar o produto para ser armazenado por mais dias na geladeira. Assim, o consumidor pode comprar mais litros de leite fresco no comércio, estocá-lo na geladeira conforme as instruções do fabricante e, com isso, economizar”, finalizou a pesquisadora.
O estudo completo do IEA está disponível neste link.
O levantamento realizado pelo IEA se configura como uma importante prestação de serviços à sociedade, na avaliação do secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim. “O acompanhamento dos preços do leite na última década permite que a população busque alternativas para adequar os gastos com a alimentação ao seu orçamento doméstico, garantindo economia e produtos de qualidade. Aproximar a pesquisa da população é uma determinação do governador Geraldo Alckmin para a Pasta”, ressaltou o secretário.
Por: Paloma Minke
Mais informações
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

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