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Álcool pode sofrer nova intervenção

O governo federal decidiu intervir no mercado para conter a recente onda de aumento nos preços do álcool. E deve sobrar novamente para os usineiros. Às vésperas de entrar em férias, o presidente Lula determinou ao Ministério da Agricultura a revisão da mistura de álcool anidro na gasolina, caso haja novas altas. Hoje em 23%, a adição poderá voltar aos 20%. "Estamos atentos. E se os preços subirem, vamos rever a mistura", afirmou o ministro Luís Carlos Guedes Pinto. Apesar de não revelar o preço a partir do qual o governo pensa intervir no mercado, Guedes anunciou que se a cotação do hidratado subir "excessivamente", haverá a convocação do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) para avaliar uma redução na mistura. Guedes negou ter havido "erro" do governo ao elevar a mistura em novembro, às vésperas da entressafra. "Os estoques eram confortáveis". Pelos dados do governo, as cotações atuais ainda estão 28% abaixo dos preços praticados em janeiro de 2006. O preço médio estaria em R$ 0,865 nas usinas. Em 2006, o hidratado chegou a R$ 1,30. O ministro avalia ter 5,2 bilhões de litros nos estoques das usinas, suficientes para atender ao consumo até abril. Em comunicado, a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar) informou, na sexta-feira, que "entende que o preço do álcool combustível funciona em regime de livre mercado desde o final dos anos 1990, reagindo, assim, às forças de oferta e demanda". (MZ)
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