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Lago das Garças, no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, é tema de mestrado

Estudar a comunidade zooplanctônica e a qualidade da água do Lago das Garças, do Instituto de Botânica (localizado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga - PEFI), após a retirada de aguapé (Eichhornia crassipes), que chegou a cobrir 70% da superfície do lago, foi o propósito da dissertação de mestrado da bióloga Ariane Di Genaro.
A dissertação “Mudanças na comunidade zooplanctônica após remoção de macrófitas em um lago urbano hipereutrófico (Lago das Garças, São Paulo, Brasil)” foi submetida, no final de 2010, ao Programa de Pós-graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A aluna foi orientada pela pesquisadora Cacilda Thais Janson Mercante, atual diretora do Centro de Recursos Hídricos do IP, e pela doutora Suzana Sendacz.
No estudo, utilizaram-se organismos zooplanctônicos como bioindicadores de qualidade da água, por serem sensíveis a variações ambientais e fornecerem informações sobre o estado do ecossistema. O trabalho insere-se em um projeto maior intitulado “Tipologia, monitoramento e recuperação dos corpos d’água da Reserva Biológica do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI)”, coordenado pela pesquisadora Denise de Campos Bicudo, do Instituto de Botânica, vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
O crescimento excessivo de macrófitas resultou do avançado processo de eutrofização, caracterizado pelo aumento da biomassa de produtores primários, como fitoplâncton, perifíton e macrófitas, em resposta ao aumento da entrada de nutrientes (principalmente nitrogênio e fósforo). Esse processo é causado ou acelerado por atividades humanas, como o despejo de esgoto doméstico e industrial e de fertilizantes utilizados na agricultura.
A deterioração de lagos, rios e represas pela eutrofização, que representa um grave problema ambiental, é uma das principais causas de perda da biodiversidade em ecossistemas aquáticos, comenta Ariane Di Genaro.
A bióloga afirma ainda que programas de monitoramento ambiental de longa duração são essenciais para avaliar resultados de interferências em ecossistemas aquáticos, por fornecerem uma base de dados para futuras comparações e tomadas de decisão na gestão desses ambientes. “Não podemos ignorar as comunidades bióticas, pois sofrem diretamente com os impactos e respondem rapidamente a tais alterações, principalmente as comunidades planctônicas”, complementa a pós-graduada.
Mais informações podem ser obtidas no Programa de Pós-graduação do IP pelo e-mail pg@pesca.sp.gov.br
Centro de Comunicação do Instituto de Pesca
Antônio Carlos Simões
(13) 3261-5474
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

 

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