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João Demarchi, do IZ, no blog: mudanças climáticas e sustentabilidade na pecuária

O pesquisador João José Assumpção de Abreu Demarchi, do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), participa ao vivo, nesta sexta-feira (às 14 horas), do Blog da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com a palestra “Pecuária e Mudanças Climáticas”. A apresentação de slides sobre o tema será acompanhada chat, podendo os visitantes do blog postar dúvidas, sugestões e comentários.
As maiores fontes do gás de efeito estufa CH4 oriundas de atividades agropecuárias são a produção do arroz (que contribui com aproximadamente 11% de todas as fontes do metano); a fermentação entérica (com 16%) e a degradação de dejetos e resíduos (17%), diz Demarchi. “A produção de metano na indústria agropecuária contribui com aproximadamente 30% do total de gás emitido. Os ruminantes globalmente produzem de 80 a 103 milhões de toneladas de CH4/ano, o que representa 25% do metano produzido pela humanidade (aproximadamente 3% do total de gases de efeito estufa).”
Para contribuir com a discussão do assunto, o IZ criou o Programa de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da Pecuária, que tem os seguintes objetivos: avaliar o balanço (produção e seqüestro) de gases de efeito estufa (CO2, CH4 e N2O) em diferentes sistemas de produção de carne bovina; identificar e quantificar os efeitos das mudanças climáticas sobre os diferentes componentes dos sistemas de produção (animal, planta, solo e homem); identificar ações/tecnologias/procedimentos que reduzam a produção de gases de efeito estufa para cada quilo de carne ou leite bovino produzido; validar normas e procedimentos para garantia de qualidade e rastreabilidade dos produtos gerados e conseqüente certificação das unidades produtoras; e fornecer subsídios para a criação de uma referência técnica que viabilize a comercialização de créditos de carbono em sistemas de produção de carne certificados.
Segundo João Demarchi, para enfrentar as mudanças climáticas, o pecuarista deverá aplicar preferencialmente o “Manual de Boas Práticas de Produção Agropecuária”, visando à intensificação e busca do ótimo ambiental dos seus sistemas de produção (tecnologias, manejo, equipamentos e insumos); respeito à legislação ambiental, incluindo desmatamento zero e conservação dos recursos hídricos; capacitação de mão-de-obra; terceirização de serviços e diversificação dos sistemas de produção (integração agrosilvipastoril).  “Como resultado final, busca-se viabilidade econômica, qualidade do produto final, desenvolvimento social e preservação ambiental (sustentabilidade).”
O pecuarista deve entender sustentabilidade como “usar os recursos disponíveis atualmente sem que haja perda do potencial de uso desses mesmos recursos pelas gerações futuras”. Para isso, diz Demarchi, o produtor precisa obrigatoriamente ter uma visão sistêmica dos seus sistemas de produção, olhando-os de uma posição mais distante. Isto torna possível enxergar maior número de variáveis que são importantes fatores de interferência na sua produção e naqueles que são interferidos por ela (visão de cadeia de produção).
Participe do chat, levantando dúvidas e apresentando sugestões e comentários: www.agriculturasp.blogspot.com
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
Acompanhe a Secretaria de Agricultura:
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