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IZ intensificará pesquisas para ovinocultura em 2008

Para melhor atender as demandas, setor produtivo deverá participar ativamente No final de 2007, o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), reuniu as unidades de pesquisa dos Pólos Regionais da APTA, outros setores da SAA e do setor produtivo, para debaterem sobre o Programa de Consolidação da Ovinocultura no Estado de São Paulo. O objetivo foi a obtenção de um programa único para o Estado de São Paulo, com a participação de interessados de todos os segmentos dessa cadeia produtiva, atendendo ao significativo aumento da demanda por informações sobre a atividade. De acordo com o pesquisador científico, do IZ, Eduardo Cunha, deverá haver mais atenção em relação à introdução de outras raças, relativamente, recentes no mercado nacional. “Os animais têm características de interesse, mas não há disponibilidade de informações precisas e suficientes. Com isso, o relacionamento com o setor produtivo garantirá a adequação e o desenvolvimento das atividades de pesquisa e de fomento”, explica Cunha. Para Cunha, o Programa de Consolidação ajudará a intensificar a participação efetiva da ovinocultura no agronegócio, pois o crescimento do setor é fator primordial para o Estado de São Paulo. Há mais de 20 anos, o IZ, junto a SAA, tem gerado conhecimento científico para produção ovina, desenvolvendo sistemas de produção e tecnologias viáveis ao produtor rural. Mercado – O rebanho do estado de São Paulo, que em 95/96 era de 440 mil cabeças e 9.252 propriedades, atualmente é de mais de 1milhão de matrizes, com mais de 12 mil propriedades envolvidas. A produção de carne no Estado de São Paulo representa hoje uma atividade em crescente participação sócio-econômica, firmando-se como grande alternativa de viabilização da propriedade rural. As características da espécie, como docilidade, pequeno porte e relativa rusticidade, facilitam a criação com a utilização da mão-de-obra familiar e instalações simples e de baixo custo. A demanda da carne de cordeiro cresceu significativamente na última década. Com a escassez do produto houve uma maior valorização. A produção paulista atende somente 10% da demanda do produto, levando a necessidade de importação de carne do estado do Rio Grande do Sul e de países como Argentina, Uruguai, chile, França e Nova Zelândia.
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