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IZ e IP expõem pesquisas para melhorar a produção de leite e reduzir desperdício de pescado

Instituto de Zootecnia seleciona animais que produzem leite com beta-caseína A2

Proteína pode não causar alergia, diabetes tipo 1 e doenças coronárias. Estudo é inédito no País com a raça Holandesa

Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa – APTA

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), trabalha em pesquisa inédita para a seleção de rebanho leiteiro das raças Holandesa e Jersey apenas com animais que produzem leite com beta-caseína A2, proteína que não causa alergia e pode beneficiar portadores de diabetes e doenças coronárias. A pesquisa integra o programa Leite Mais, desenvolvido pelo Instituto para fomentar a produção leiteira no Estado de São Paulo. Na Agrishow 2016, o Instituto de pesquisa paulista apresentará seis bezerras, sendo duas da raça Holandesa, duas Girolanda e duas Jersey, no estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A Agrishow será realizada de 25 a 29 de abril de 2016, em Ribeirão Preto, interior paulista. O Instituto de Zootecnia é ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).
O objetivo da pesquisa desenvolvida pelo IZ é selecionar, por meio do melhoramento genético, animais que transmitam a seus filhos o gene da beta-caseína A2, conseguindo um leite com maior valor agregado. A expectativa do instituto é disponibilizar em três anos, touros e matrizes com essas características aos pecuaristas, por meio de leilão.
Segundo o pesquisador, Anibal Eugênio Vercesi Filho, cerca de 80% das proteínas existentes na composição do leite são caseínas, sendo que deste total, de 25 a 35% são beta-caseína, produzidas por 13 genes diferentes. Os mais comuns são o beta-caseína A1 e A2. “A digestão da beta-caseína A1 no trato intestinal humano produz uma substância que pode estar relacionada a doenças coronárias e diabete tipo 1. A beta-caseína A2 não causa esses problemas, por isso, queremos selecionar animais com essa característica para disponibilizar aos pecuaristas”, afirma Vercesi Filho.
O exame para saber qual tipo de beta-caseína a vaca produz no leite é simples e semelhante ao realizado para confirmação da paternidade nos humanos. O IZ analisou 139 animais do rebanho da raça Holandesa. Do total, 110 produzem em seu leite os dois tipos de beta-caseína, 23 apenas a beta-caseína A2 e apenas seis a beta-caseína A1. “Estamos selecionando para inseminação artificial do rebanho apenas animais que transmitam aos seus filhos o gene beta-caseína A2. Com a utilização contínua desses reprodutores, teremos um rebanho formado apenas por matrizes que produzam leite com beta-caseína A2”, explica Vercesi Filho. Os pesquisadores esperam que em dez anos, o Instituto de Zootecnia tenha um rebanho exclusivo de animais com beta-caseína A2.
O IZ pretende oferecer ao mercado matrizes e reprodutores que por meio de sua genética auxiliem o pecuarista a  melhorar a renda da sua atividade, com animais mais produtivos, saudáveis, longevos e aptos a produzem leite rico em nutrientes e de maior valor agregado.
No Brasil, a raça Gir Leiteiro é a base zebuína mais utilizada para a produção de vacas mestiças em cruzamento com a raça Holandesa.  Vercesi Filho explica que a frequência do gene A2 na raça Zebu é de cerca de 90%, daí a importância da seleção dos animais da raça Holandesa.
“As pesquisas dos institutos ligados à Secretaria de Agricultura buscam desenvolver produtos e tecnologias que agreguem valor e promovam a saúde da população, uma recomendação do governador, Geraldo Alckmin”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Programa Leite Mais
O Instituto de Zootecnia trabalha, desde 2015, no programa de melhoramento genético Leite Mais, para rebanhos das raças Holandesa e Jersey. O objetivo é selecionar animais que produzam maior quantidade de proteína, menor contagem de células somáticas (CCS), relacionada à saúde da glândula mamária e melhor qualidade do leite para fabricação de produtos lácteos e vida produtiva mais longa.

Instituto de Pesca apresenta as linhas de consultorias tecnológicas e produtos à base de pescado durante Agrishow

Produtos produzidos à base de Carne Mecanicamente Separada poderão ser degustados pelo público. Tecnologia reduz em 30% desperdício

Leonardo Chagas – Assessoria de Imprensa – IP

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca (IP-APTA), apresentará aos produtores tecnologias de processamento de pescado que resultam no desenvolvimento de produtos de valor agregado. A 23ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola (Agrishow), acontecerá entre os dias 25 e 29 de abril, em Ribeirão Preto, interior paulista.
No espaço destinado ao IP dentro do estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, haverá degustação de iscas e patês de pescado defumado, além de linguiça de tilápia à base de Carne Mecanicamente Separada (CMS) de pescado, desenvolvidos pela Unidade Laboratorial de Referência em Tecnologia do Pescado (ULRTP), do Instituto. A CMS, obtida por meio de equipamentos específicos que separam mecanicamente a carne do peixe de ossos, escamas e pele, resulta em matéria-prima para produtos com valor agregado.
“A possibilidade de obtenção de Carne Mecanicamente Separada (CMS) faz com que categorias de pescado pouco valorizadas sejam melhor aproveitadas, reduzindo em até 30% o desperdício de carne em comparação à técnica de filetagem, dependendo da espécie de peixe e seu tamanho, entre outros fatores. Vale ressaltar também o rendimento de até 70% de recuperação de carne da carcaça de tilápia, porção normalmente descartada.”, destaca a pesquisadora do IP, Cristiane Neiva. Estarão disponíveis para demonstração o medalhão, fish-steak e casquinha, produtos também a base de CMS de pescado.
O sucedâneo de caviar produzido com ovas de truta arco-íris, iguaria desenvolvida por pesquisadores do IP, em parceria com a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão, também será apresentado ao público durante a feira.
O produto é uma opção ao caviar produzido com ovas de esturjão, espécie de em extinção, e se torna atrativo por suas características nutricionais similares às do caviar original, como alto teor de proteínas, ômega 3 e ômega 6, além de apresentar menor preço final ao consumidor. “O preço médio de 100 gramas do caviar importado chega a ser comercializada por até R$ 1.500,00 no Brasil. Em contrapartida, a mesma quantidade de caviar de truta arco-íris custa cerca de R$ 50,00. A diferença de valores é grande e torna o produto desenvolvido por nós uma alternativa muito atrativa”, afirma a pesquisadora do IP, Thaís Moron Machado.
Para os truticultores que buscam diversificar seus produtos, a atividade se torna rentável pelo baixo investimento para aqueles que possuem uma estrutura de processamento de pescado previamente existente. “No estudo de viabilidade econômica que realizamos, foi possível constatar que o investimento do empreendedor que já possui essa estrutura gira em torno de R$ 42 mil, podendo ser recuperado em um ano.”, finaliza.
“São Paulo tem uma agropecuária diversificada. Nossas instituições de pesquisa têm soluções para os diversos segmentos do agronegócio praticado no Estado. Isso é fundamental para o Estado ser conhecido como a terra do conhecimento, uma orientação do governador Geraldo Alckmin”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Além da degustação e exposição de produtos, ainda serão expostos banners com informações sobre as linhas de consultorias tecnológicas do IP, como o banco de dados sobre pesca marinha e continental, análises de qualidade da água, produção de espécies de peixes marinhos e de água doce, parcerias entre o setor e a pesquisa, além da avaliação da qualidade do pescado e de seus produtos.
Contatos durante a Agrishow
Na Feira: Fernanda Domiciano
19 – 99269-9138/ 16 - 3911-9126
imprensa@apta.sp.gov.br
Em Campinas: Giulia Losnak
infoapta@apta.sp.gov.br
19 – 2137-8933

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