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IZ comemora 108 anos com integração e transparência na geração de tecnologia científica agropecuária

Segunda-feira, 15 de julho de 2013, o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, comemora 108 anos de Fundação, desenvolvendo pesquisas científicas nas áreas de pecuária de corte, leite, ovinos e suínos, promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico para maior produtividade e qualidade dessas cadeias produtivas e seus derivados. O evento ocorrerá no auditório do IZ às 8h3, em Nova Odessa, interior de São Paulo.
Durante a cerimônia, servidores aposentados no IZ serão homenageados pela sua importante atuação na pesquisa e significativa influência científica dentro da missão do Instituto de Zootecnia.
Localizado entre os municípios de Americana e Nova Odessa e com o Centro Avançado de Pesquisa em Bovinos de Corte situado na fazenda de Sertãozinho, o Instituto conduz pesquisas em diversos locais do Estado de São Paulo e do Brasil, por meio de inúmeras parcerias com outros órgãos de pesquisa, ensino e propriedades privadas. O IZ completa 108 anos de existência e de grandes serviços prestados a sociedade, e há dois anos a diretoria tem trabalhado com o Programa de Metas e Desafios Técnico-científicos e de Reestruturação Administrativa, denominado IZ-2020/IZ Sustentável.
 “Ema grande e forte instituição não se faz apenas por um belo e rico passado, mas também pela capacidade de se reinventar e acompanhar as mudanças e demandas da sociedade”, afirma o diretor do IZ, João José Demarchi,
Para acompanhar essas mudanças e responder a essas expectativas em relação às novas tecnologias e produtos sustentáveis, o IZ tem investido na integração e na transparência na geração de tecnologia agropecuária. “A nova visão permitirá que a equipe técnica – pesquisadores e técnicos de apoio à pesquisa –, administrativa, de capacitação e transferência atuem agora de forma mais integrada e atualizada com as demandas da sociedade”, diz Demarchi.
Administração
“A reestruturação administrativa tem inúmeras metas com relação a maior eficiência e transparência dos seus processos administrativos, além de uma maior valorização dos seus recursos humanos, criando um ambiente muito melhor para o desempenho das suas funções. A premissa do Programa IZ de Valorização do Recurso Humano, tem sido coordenado pelo pesquisador, Wagner Armbruster, através de palestras para os servidores”, destaca Demarchi.
Diversas comissões foram criadas e fortalecidas, como o Conselho Técnico-científico do IZ, a Comissão de Residências, a Comissão de Ética no Uso Animal em Experimentação, de Gestão Ambiental, e do Conselho da Pós-Graduação do Instituto, garantindo uma gestão mais participativa.
O Instituto está trabalhando para implantar o Museu do Instituto de Zootecnia (MIZ), a revitalização do Boletim da Indústria Animal (BIA) e a construção do Quiosque IZ Saber, onde serão disponibilizados uma série de livros dedicados ao público infantil para divulgação institucional de ciência e de zootecnia em geral. “Uma maneira de integrar melhor a sociedade sobre as tecnologias geradas no IZ e que estão no seu dia a dia”, afirma o diretor.
Pesquisa 
A área técnico-científica do Programa de Metas e Desafios IZ-2020 atende a pesquisa em bovinos de corte, bovinos de leite, ovinocultura, forragicultura, suinocultura e atividades tecnológicas laboratoriais.
As pesquisas em bovinos de corte contam com tecnologias para uma produção animal sustentável, quebrando inúmeros paradigmas da zootecnia desenvolvida nos últimos 100 anos. Para isso, possui tecnologias e produtos que agregam esses conceitos já disponíveis aos produtores.
Além de sêmen, disponibilizados em centrais de inseminação, agora as matrizes são utilizadas para produção de embriões, gerando mais receita e maior amplitude de disseminação dos produtos gerados pelo programa.
 “Há uma ampla diversidade de touros, especialmente da raça Nelore, que obrigatoriamente passam por um rigoroso programa de melhoramento genético e seleção que há mais de 60 anos é conduzida no Centro de Pesquisa em Bovinos de Corte, garantindo maior produtividade aos rebanhos brasileiros”, diz Demarchi.
O mesmo sucesso do programa de bovinos de corte agora está sendo buscado para o programa de ovinocultura e o marco deste redirecionamento se dará com o novo Laboratório de Reprodução. Da mesma forma, estão em andamento diversos novos projetos de pesquisa voltados para o manejo e o controle de parasitos por meio de tecnologias inovadoras, incluindo as obtidas de extratos vegetais.
Na bovinocultura leiteira, as pesquisas são concentradas nas áreas de bem-estar animal, ambiência e comportamento animal, bem como qualidade de produtos (segurança alimentar) através da avaliação de resíduos e micotoxinas. Na Suinocultura a ênfase está no uso e a avaliação de aditivos alimentares e ou novos ingredientes na alimentação animal.
O IZ tem ainda como prioridade centralizar as atividades laboratoriais e, para isso, apresentou a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) um projeto intitulado ”Avanço infraestrutural físico-funcional dos laboratórios do IZ (PROLABIZ)”.
Ao focar na centralização, modernização e adequação dos laboratórios do IZ, Demarchi diz que será possível garantir padrões internacionais de segurança, acessibilidade e racionalidade no uso de bens de consumo, destinação de resíduos, automação e logística. “O Projeto contemplará as áreas de Genética Molecular; Reprodução de Ruminantes; Bromatologia; Avaliação de Qualidade de carcaças bovinas, suínas e ovinas; Parasitologia Animal e Biotecnologia. O subprojeto encontra-se adequado à política de pesquisa e pós-graduação”, afirma o diretor.
Já a Forragicultura dispõe de uma grande coleção de plantas forrageiras classificadas como leguminosas, capazes de fixar o nitrogênio atmosférico que podem reduzir ou eliminar a demanda por fertilizantes nitrogenados provenientes da indústria petroquímica nos sistemas de produção animal.
Essas plantas estão sendo novamente testadas de forma isolada ou em consórcio com plantas comuns (gramíneas) usadas em pastagens para melhorar a produção animal e reduzir a emissão de gases de efeito estufa (metano, óxido nitroso e gás carbônico).
 “Essa tecnologia faz parte dos novos modelos de recuperação e manejo correto das pastagens, preservando solo, recursos hídricos e florestais e contribuindo para redução do aquecimento global”, detalha Demarchi.
 Segundo o diretor, trabalhos recentes já apresentam resultados no manejo correto de pastagens, demonstrando que o pastejo dos bovinos no momento correto de crescimento das plantas forrageiras pode significar uma redução drástica do uso de fertilizantes nitrogenados, maior acúmulo de carbono nos solos, menor emissão de óxido nitroso, menor emissão de metano entérico pela ingestão de forragem de maior qualidade e menores custos de produção. “Isso é produção animal sustentável”, afirma.
Integração LPF 
Outro ponto forte do IZ está na implantação de novos sistemas integrados de produção nas fazendas, que incorporarão os novos conceitos de produção animal associadas à produção agrícola - Integração Lavoura-pecuária (ILP), do Plantio Direto (PD) e da Produção integrada entre lavoura, pecuária e floresta (ILPF). O ILPF é hoje um dos importantes programas do Governo do Estado de São Paulo para recuperar áreas degradadas e desenvolver sistemas integrados de produção agropecuária, por meio do Programa Integra SP.
 “Todos esses sistemas buscam a sustentabilidade da produção animal, tanto econômica, quanto social e ambiental. Essas ações obrigatoriamente precisam da integração entre os institutos de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), entre as coordenadorias de pesquisa Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (CODEAGRO) e entre as diversas instituições de pesquisa e ensino, já que a multidisciplinaridade é fator condicionante para o sucesso e obtenção de novas tecnologias a serem aplicadas a estes sistemas integrados. Esse também é o foco do curso de Pós-Graduação do IZ”, explica Demarchi.
Demarchi acredita que o Projeto IZ-2020 / IZ Sustentável trará resultados imediatos e efetivos para contribuir, ainda mais, com o desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis e o atendimento das novas demandas da sociedade em conciliar maior produção de alimentos e combate a fome com preservação e recuperação dos recursos naturais.
História do IZ
Referência nacional e internacional por suas pesquisas científicas nas áreas de produção animal e pastagens, tem como missão: "Desenvolver e transferir tecnologia e insumos para a sustentabilidade dos sistemas de produção animal".
Foi com a contribuição, extremamente marcante e eficaz, do Doutor Carlos Botelho, que ocupava o cargo de Secretario de Agricultura, que em 15 de julho de 1905 foi criado, na Móoca em São Paulo, o Posto Zootécnico Central. Permaneceu até 1929 e depois se transferiu para o Parque da Água Branca.
Em 1909, o Instituto já realizava as primeiras seleções de Gado Caracu, na Fazenda de Seleção do Gado Nacional, em Nova Odessa.
Em 1970 foi transformado em Instituto de Zootecnia, adaptando-o às necessidades exigidas pela grande expansão que vinha alcançando a produção animal nas últimas décadas. De 1970 a 1975, a sede permaneceu no Parque da Água Branca, transferindo-se então para o município de Nova Odessa SP.
Áreas de Pesquisas
Pesquisa científica aplicada à produção animal, oferecendo seus produtos e serviços na área agropecuária. Dentre suas inúmeras ações, o IZ destaca-se em: Forragicultura através do seu Banco de Germoplasma e melhoramento genético de plantas forrageiras e das técnicas de manejo das pastagens; Melhoramento de raças de corte através da prova de ganho de peso de Sertãozinho e dos produtos (touros, embriões e sêmen) disponibilizados à sociedade; Ovinocultura pelo pioneirismo no estabelecimento de um sistema de produção eficiente e rentável; Pecuária leiteira pelo enfoque da produção de leite com qualidade e pelas ações na área de ambiência; Reprodução animal pelas biotécnicas aplicadas e ao melhoramento genético; Suinocultura pelos avanços na nutrição; Área laboratorial pela qualidade e confiabilidade das análises à disposição da sociedade e de suporte a pesquisa; Comitê de Ética pela garantia da metodologia científica que preserva o bem-estar dos animais experimentais.
Texto:  Lisley Silvério
Assessoria de Imprensa - IZ

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