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Instituto de Zootecnia completa 111 anos de pesquisas para a pecuária

O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, completou 111 anos de atuação em 15 de julho de 2016. As pesquisas do IZ têm o objetivo de elevar a produtividade da pecuária paulista e nacional, a eficiência e o bem-estar animal, aliado a sustentabilidade ambiental. Para celebrar a data foi realizado um evento em Nova Odessa, interior paulista, que contou com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento em exercício, Rubens Rizek Jr., o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Orlando Melo de Castro, pesquisadores científicos, representantes do setor e servidores do instituto.
Durante o evento, Rubens Rizek afirmou que os trabalhos realizados pelo IZ e os demais institutos de pesquisa ligados à APTA têm papel fundamental para a construção da nação, por proporcionarem, por meio da pesquisa científica, a segurança alimentar e contribuírem para a sustentabilidade ambiental. “O Brasil é o maior exportador de carne do mundo. Temos a missão de abastecer o mundo com proteína animal, por isso, o IZ é um instituto muito estratégico para o Estado de São Paulo”, afirmou.
De acordo com o secretário em exercício, além dos trabalhos para aumentar a produtividade, o IZ realiza pesquisas científicas para melhorar o ganho de peso e, com isso, diminuir o tempo de abate, reduzindo assim a emissão de gases do efeito estufa. Pesquisas realizadas pelo IZ conseguiram reduzir o tempo de abate dos bovinos de 48 para 24 meses. “Quando se reduz as emissões de metano, estamos ajudando a salvar o planeta. Além disso, os trabalhos do IZ em integração lavoura-pecuária-floresta são importantíssimos para recuperarmos os mais de um milhão de hectares de pastagens degradadas em São Paulo”, disse.  
Em um discurso emocionado, a diretora-geral do IZ, Renata Helena Branco Arnandes, listou feitos que mostram o pioneirismo das pesquisas científicas do instituto e como elas são fundamentais para o desenvolvimento da pecuária nacional.  “Animais da linhagem IZ têm de quatro a cinco arrobas a mais do que os de outras linhagens, mesmo sendo criados da mesma forma. Isso é percebido no campo. Isso é o que chamamos de eficiência, pois promove maior rentabilidade para o produtor”, afirmou. 
O IZ detém o título de maior fornecedor de sêmen de gado Nelore no Brasil. Em 2016, o instituto celebra a parceria de 45 anos com a CRV Lagoa, maior empresa fornecedora de sêmen do País. “Lançamos em 2014 três grandes programas de pesquisa na área de integração lavoura-pecuária-floresta, produção de leite e melhoramento genético de ovinos. Com isso, o instituto se mostra cada vez mais atual e auxilia no desenvolvimento de inovações sustentáveis”, explicou a diretora do instituto.
O coordenador da APTA, Orlando Melo de Castro, lembrou que na data de aniversário do IZ é celebrado também o Dia do Pecuarista. “Coincidência melhor não há”, afirmou.
De acordo com Castro, a influência do IZ no sucesso da pecuária no Brasil “é absurda”. “O IZ e os demais institutos de pesquisa da Agência fizeram a revolução verde. Fomos atores desse processo que tirou o País de importador para um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Para darmos novos saltos na produção, precisamos de equipes multidisciplinares e multi-institucionais e estamos dando a base legal para que nossos institutos estejam aptos a essas mudanças”, afirmou. 
Castro citou a publicação pela Secretaria de Agricultura das normas para o funcionamento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT’s) no âmbito dos institutos de pesquisa ligados à APTA. “Os Núcleos facilitarão a parceria entre os institutos de pesquisa e a iniciativa privada. Isso é fundamental para facilitar o investimento privado nas instituições e para a realização de trabalhos em conjunto com empresas que já realizam pesquisa e desenvolvimento”, explicou.
O evento de 111º aniversário do Instituto de Zootecnia contou ainda com a palestra “Desafios da Pecuária Sustentável”, ministrada por Fernando Sampaio, presidente do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) e diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Sampaio apresentou as principais conquistas da pecuária nacional, os desafios e as oportunidades para o setor. Segundo ele, a cadeia produtiva da pecuária movimenta R$ 380 bilhões. O Brasil exporta carne bovina para 136 países.
Homenagens
O Instituto de Zootecnia também homenageou servidores e parceiro por meio do Prêmio “Barisson Villares”, entregue a Leopoldo Andrade de Figueiredo, pesquisador científico do IZ, Rosangela Maria Furtado Maito, servidora do instituto, e CRV Lagoa, empresa parceira da instituição.
“Mais de um terço da minha vida foi dedicada ao Instituto de Zootecnia. Atualmente, realizo trabalhos de nutrição, manejo e melhoramento genético de bovinos de corte. As pesquisas do IZ são importantes para todas as áreas da zootecnia, como suínos, ovinos, aves e bovinos de leite e corte. Nosso trabalho é desenvolver tecnologias e transmiti-las para que a população tenha melhor modo de vida”, afirmou Leopoldo Andrade de Figueiredo, pesquisador do IZ há 38 anos.
Rosangela Maria Furtado Maito não pode comparecer a cerimônia, mas agradeceu a homenagem. “Quero agradecer a todos e a cada um dos colegas que votaram em mim. Todos juntos formamos uma grande equipe e é uma honra trabalhar no IZ.”
Luis Adriano Teixeira, representante da empresa CRV Lagoa também agradeceu a homenagem e ressaltou a importância da parceria de 45 anos entre a empresa e o instituto. Ao longo dos anos, o IZ já disponibilizou reprodutores com genética de ponta para a bateria de Corte Zebu da Central. Cerca de um milhão de doses de sêmen IZ já foram comercializadas pela CRV Lagoa. Outra importante fonte genética vem por meio do programa CRV Lagoa Embryo, que comercializou mais de 10 mil embriões.
Da raça Nelore da linhagem IZ, 27 touros fazem parte da bateria da CRV Lagoa, com destaque para os touros Ganhoso, Vindouro, Genético, Facultoso, Provador, Marisco, Marel e Dolman. Atualmente, jovens touros – Macegal e Latim – dão continuidade a essa genética, inclusive para eficiência alimentar.
Programa Leite Mais e Propasi
Em 2015, o IZ lançou dois programas de pesquisa para geração de conhecimento para diversos sistemas de produção de leite e de corte. O Programa de Produção Animal em Sistemas Integrados (Propasi) tem o objetivo de identificar e avaliar sistemas integrados de produção em suas diferentes formas ou entre si, demonstrando viabilidades técnica e econômica. O Propasi também busca trazer benefícios ecológicos e ambientais, com foco em ciclagem de nutrientes, cobertura do solo, fixação de carbono, conservação do solo e da água, modificação do microclima, bem-estar animal e redução na emissão ou melhoria no balanço de gases de efeito estufa e produção orgânica.
O “Programa Leite Mais” do IZ, também lançado em 2015, visa o desenvolvimento de um produto que agregue qualidade, sustentabilidade e bem-estar animal e humano. No "Leite Mais", o novo foco das pesquisas está voltado para segurança alimentar, sustentabilidade e produção do leite com beta-caseína A2, que agrega valor ao leite bovino e ao consumidor, por não causar uma série de problemas à saúde humana, como o constatado no leite com beta-caseína A1.
Interação e parcerias
O IZ interage significativamente com os arranjos produtivos locais, com empresas e produtores rurais. Destacam-se, projetos conjuntos com empresas de inseminação artificial, produção de sementes, medicamentos veterinários, produção de insumos, assessoria a pequenos produtores rurais, cursos práticos e dias de campo, comercialização de sêmen e embriões de animais oriundos do Programa de Melhoramento Genético do IZ.
“O instituto desenvolve projetos de pesquisa de relevância não somente para o Estado de São Paulo, como para o País. Muitos dos materiais genético animal e de plantas forrageiras, utilizados nacionalmente, foram resultados das pesquisas realizadas no instituto, que mantém o banco ativo de germoplasma de plantas forrageiras (BAG), único em diversidade de espécies forrageiras tropicais da América Latina”, afirma Renata Branco Arnandes.
O material genético proveniente dos rebanhos do IZ é disponibilizado aos diversos criadores em todas as regiões brasileiras, por meio de sêmen, embriões, reprodutores e matrizes.
Por Fernanda Domiciano e Lisley Silvério
Assessoria de Imprensa – APTA/IZ
(19) 3466-9434

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