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Instituto de pesca (IP-APTA) comemora 39 anos

O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, comemorou 39 anos, com a presença do secretário João de Almeida Sampaio Filho, em Santos (SP). Surgido oficialmente em 8 de abril de 1969, o IP-APTA foi criado a partir do desmembramento do antigo Departamento da Produção Animal da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. E representa a continuidade em nível mais avançado dos trabalhos envolvendo a pesca e a aqüicultura, realizados há décadas no Estado de São Paulo. Dedicado à pesquisa científica e tecnológica, o IP-APTA desenvolve projetos nas áreas de pesca e de aqüicultura, com ênfase em novas estratégias e tecnologias destinadas à melhoria e à sustentabilidade da cadeia de produção do agronegócio do pescado, com um foco também na qualidade ambiental. A instituição mantém quatro centros de pesquisa: Pescado Marinho (em Santos), Peixes Ornamentais (São Paulo), Recursos Hídricos (São Paulo) e Pescado Continental (São José do Rio Preto), além de núcleos de pesquisa em Cananéia (litoral sul) e Ubatuba (litoral norte), explica Edison Kubo, diretor do Instituto. O IP-APTA conta com uma equipe de 70 pesquisadores, dentre os quais 32 com titulação de doutor e 22 com titulação de mestre, que desenvolvem trabalhos que se destacam em publicações científicas e em eventos nacionais e internacionais. É uma das instituições de pesquisa pioneira no gênero, no Brasil e na América Latina, constituindo-se em centro de referência. O incentivo à aqüicultura, enquanto atividade econômica sustentável para o fornecimento de organismos aquáticos destinados ao consumo, à pesca esportiva ou à ornamentação, representa um desafio que exige a presença ativa do IP-APTA na produção e difusão de conhecimentos especializados. Museu de Pesca No decorrer da programação, o secretário João Sampaio visitou os laboratórios e demais dependências do Centro do Pescado Marinho que, além de desenvolver pesquisas nas áreas de maricultura, tecnologia do pescado, biologia e estatística pesqueiras, dentre outras, mantém o histórico Museu de Pesca. O seu prédio foi construído em 1908 para sediar a então Escola de Aprendizes-marinheiros do Estado de São Paulo, extinta em 1931, dando lugar, em 1932, à Escola de Pesca Marítima, criada já em 1928 e oriunda do Guarujá. Essa Escola é que originou o então Instituto de Pesca Marítima, que já contava com um Gabinete de História Natural, o embrião do futuro Museu de Pesca. Foi no ano de 1942 que o Gabinete passou por grande transformação, devido à montagem em suas dependências de um esqueleto de baleia com 23 metros de comprimento. Até 1950, o Gabinete passou por alguns contratempos, mas também se especializou, recebendo nesse ano a denominação de Museu de Pesca. No Laboratório de Tecnologia do Pescado, João Sampaio pôde degustar alimentos à base de pescado, resultantes de pesquisas que buscam consolidar novos produtos para o mercado consumidor, sobretudo à base de CMS (Carne Mecanicamente Separada), tecnologia que permite o maior aproveitamento da porção cárnea dos peixes, além de viabilizar a utilização de espécies de menor valor comercial, agregando valor ao pescado. Com a CMS, a equipe do Laboratório elaborou pratos como sopa, cuscuz, quibe e “casquinha de siri”. Além disso, foram servidos pratos baseados em outras tecnologias (defumação e marinação), como isca, patê de peixe defumado e “ceviche”, ou seja, peixe marinado em suco de limão. Centros Integrados de Pesca Artesanal À tarde, no auditório do Museu, aconteceu uma audiência pública com a comunidade científica do Centro do Pescado Marinho do IP-APTA. Presidida pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), João Paulo Feijão Teixeira, a audiência era destinada à cessão de área do IP, em Iguape, para a CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). A cessão do espaço destina-se a atender ao programa CIPAR (Centros Integrados de Pesca Artesanal) da SEAP (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca) do governo federal, em parceria com a CEAGESP, para a modernização do Entreposto Pesqueiro de Iguape, litoral sul paulista. A idéia, segundo Leinad Ayres de Oliveira, da SEAP, é que o entreposto incorpore também pequenos produtores de pescado e implante serviços de extensão pesqueira e capacitação profissional. Os CIPARs promovem a estruturação da cadeia produtiva, desde o fornecimento de insumos e a captura propriamente dita até o beneficiamento da produção e a comercialização. Em termos de infra-estrutura para Iguape, prevê-se a instalação de cais, ou trapiche, para o desembarque do pescado, terminal de abastecimento de óleo diesel, fábrica de gelo, rádio costeira comunitária, oficinas para a reforma de embarcações e reparo de motores, unidade de beneficiamento do pescado, oficina de artesanato, dentre outras inovações, incluindo ainda um caminhão isotérmico. De forma geral, o programa permite o desenvolvimento de ações integradas e convergentes, visando à sustentabilidade das comunidades pesqueiras artesanais, incluindo os trabalhadores da pesca na economia de mercado, via processo abrangente de inclusão, ou seja, não apenas dos pescadores mas também de seus familiares, explica Leinad Oliveira. Segundo ela, esse modelo de projeto, denominado CIPAR, já implantado em Santos e Cananéia, objetiva oferecer, basicamente, aos pescadores e produtores dessas regiões, alternativas para o escoamento qualificado do pescado, bem como fortalecer todos os elos dessa cadeia produtiva. Há atualmente 160 unidades do CIPAR no Brasil. A área, em Iguape, está cedida pelo IP-APTA à CEAGESP desde 1972. A audiência pública, que é obrigatória, teve por objetivo decidir sobre a prorrogação de uso da área e foi aprovada pela comunidade científica presente à audiência. Para obter outras informações sobre os CIPARs, o telefone da SEAP/SP é: (11) 3541-1383 ou 3541-1380 e o e-mail, comunicacao@seap.gov.br Por Antônio Carlos Simões, do Instituto de Pesca
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