cabecalho apta130219

Instituto de Pesca desenvolve técnica para seleção de bactéria probiótica para peixes de água doce

Uma nova linha de pesquisa em desenvolvimento de produtos está sendo implantada no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Peixes Ornamentais do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Recentemente, o Programa Jovem Pesquisador FAPESP aprovou o projeto: "Seleção de microrganismos isolados de tilápia para utilização como probiótico em peixes”. O projeto é coordenado pela pesquisadora Daniella de Carla Dias. O investimento será de R$ 500 mil.

Segundo Danielle, o sucesso das pesquisas com probiótico no Instituto de Pesca vem da parceria de pesquisadores brasileiros renomados e pesquisadores espanhóis que se uniram para desenvolver este novo produto.

O probiótico é um aditivo alimentar composto de microrganismos vivos que beneficiam a saúde do hospedeiro, por meio do equilíbrio da microbiota intestinal. O objetivo do estudo é selecionar bactérias probióticas para peixes de água doce, isoladas de material mucoso de intestino e pele de tilápia.

As bactérias selecionadas serão aquelas que mostrarem efeitos positivos na capacidade de adesão, de colonização e de multiplicação no muco da pele e do intestino, de sobrevivência na presença de bílis e de inibir os microrganismos patogênicos por meio de substâncias antimicrobianas. Com as possíveis bactérias probióticas serão realizados testes para definir aquela que apresente capacidade de proporcionar melhor desempenho zootécnico e melhora do sistema imune de tilápia, confirmando, assim, sua aplicabilidade na aquicultura.

Danielle vem trabalhando nesta linha de pesquisa com probióticos desde 2005 e conclui seu pós-doutorado na área em 2014. A pesquisadora também realizou dois estágios de pós-doutoramento na Universidade de Málaga, na Espanha, em 2012 e 2013, desenvolvendo as técnicas de Denaturing Gradient Gel Electrophoresis (DGGE) e expressão gênica em tilápia.

Pin It

Notícias por Ano