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Instituto de Pesca completa 44 anos e realiza XI Reunião Científica

O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, completou, em 8 de abril de 2013, 44 anos. Para comemorar a data, foi realizado de 8 a 10 de abril a Reunião Científica do Instituto de Pesca (ReCIP), um evento bienal que viabiliza o contato entre especialistas, profissionais, pós-graduandos e graduandos, favorecendo o aprendizado, a discussão e a reflexão sobre problemas e soluções para a pesca e aquicultura. O IP foi o primeiro órgão de pesquisa do País a direcionar seus estudos para ecossistemas aquáticos e biologia de organismos marinhos e continentais, com vistas ao povoamento e repovoamento com espécies indicadas.
De acordo com o pesquisador do IP e coordenador do evento, Eduardo de Medeiros Ferraz, a reunião viabilizou a discussão sobre o uso dos recursos pesqueiros do Brasil. Sessões técnicas, como palestras, mesas-redondas e minicursos, integradas por profissionais do País e do exterior, compuseram o evento. A ReCIP contou também com a apresentação de estudos originais sobre pesca e aquicultura. “É o Instituto de Pesca dedicando-se à geração de conhecimento e tecnologia para a inovação e a produção sustentável de pescado, contribuindo para a preservação do meio ambiente e o equilíbrio social das atividades de pesca e aquicultura”, observa Edison Kubo, diretor-geral do IP.
Instituto de Pesca
O Instituto de Pesca foi criado pelo Decreto 51.650, de 8 de abril de 1969, tendo como principais propósitos gerar, adaptar e transferir conhecimentos científicos e tecnológicos para os agronegócios da pesca e aquicultura, possibilitando o uso racional dos recursos aquáticos. São atribuições do Instituto de Pesca: I - efetuar pesquisa para o desenvolvimento das cadeias de produção da pesca e da aquicultura, buscando inovações tecnológicas a fim de promover a produtividade, qualidade e diversidade de recursos aquáticos; II - realizar pesquisas de desenvolvimento sustentável visando à preservação da potencialidade dos recursos hídricos; III - identificar e manter o patrimônio genético de espécies, raças e linhagens de animais aquáticos de interesse socioeconômico e IV – contribuir para o desenvolvimento regional sustentável dos agronegócios.
“Uma característica marcante do Instituto de Pesca nestes 44 anos é o diálogo que vem mantendo com o setor produtivo nas áreas da pesca marinha e continental e da aquicultura. Diálogo que, com base em estudos científicos, resulta em benefício econômico e social para o país. Em seus 44 anos, o IP vem cumprindo sua função de, a partir da difusão do conhecimento especializado e orientação técnica, promover a integração dos diferentes setores do segmento da pesca, através de parcerias com órgãos normativos e o setor produtivo, por exemplo, para subsidiar e alavancar várias iniciativas de desenvolvimento da atividade pesqueira, sempre com foco na segurança alimentar e na sustentabilidade do ambiente”, afirma Kubo.
O Instituto de Pesca é veiculado à APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Originou-se, em 1969, do então Instituto de Pesca Marítima, que funcionava no prédio onde hoje está instalado o Museu de Pesca, na Ponta da Praia, em Santos.
O Instituto foi o primeiro órgão de pesquisa do país a direcionar seus estudos para ecossistemas aquáticos e biologia de organismos marinhos e continentais, com vistas ao povoamento e repovoamento com espécies indicadas. Basicamente, a abrangência científica da história da instituição envolve as áreas de: estudos ambientais; autoecologia; biologia pesqueira e análise de populações; tecnologia de cultivo de peixes, crustáceos, moluscos e algas; biotecnologia e/ou melhoramento animal; tecnologia de pesca; gerenciamento pesqueiro; socioeconomia pesqueira; e tecnologia de processamento de pescado (agregação de valor).
Texto: Antonio Carlos Simões
Assessor de Imprensa do Instituto de Pesca (IP)
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