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Instituto Biológico realiza treinamento sobre abelhas sem ferrão

Conscientizar a população de São Paulo sobre a importância das abelhas e apresentar aos visitantes a importância do serviço de polinização desses insetos para o cotidiano da sociedade são os principais objetivos do meliponário – viveiro de abelhas nativas sem ferrão – instalado na exposição Planeta Inseto, o único jardim zoológico de insetos do Brasil, localizado no Museu do Instituto Biológico.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, as abelhas são seres fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois, por meio da polinização e consequente produção de frutos e sementes, contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas. “São importantes formadores de renda para as populações rurais, pois aumentam e melhoram a produção de frutos, além de possibilitar a comercialização de mel, própolis, pólen e das próprias colônias. Por isso, a Secretaria de Agricultura, por meio de seus institutos de pesquisa, trabalha para criar uma agricultura harmônica com o ambiente, atendendo às diretrizes do governador Geraldo Alckmin”, disse.
Além de ilustrar a diversidade de abelhas da Mata Atlântica nativas do Estado de São Paulo – representadas por espécies como Jataí, Iraí, Mandaçaia e Uruçu-Amarela – a coleção de colônias instaladas no Museu tem subsidiado a realização de uma série de cursos sobre o tema. O mais recente aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro.
Ministrado pelo ecólogo Jerônimo Villas-Bôas, o curso “Biologia e Manejo de Abelhas sem Ferrão” ofereceu aos participantes conceitos gerais da meliponicultura, nome da atividade de criação desse grupo específico de abelhas, que além de não ter ferrão produz um mel diferenciado.
Os participantes do curso, selecionados por meio de inscrição aberta na página virtual do Instituto Biológico, conheceram os conceitos básicos da atividade sob diferentes perspectivas, desde a importância cultural, que remete à relação ancestral dos povos indígenas do Brasil com as abelhas, e o papel significativo que exercem para o equilíbrio ambiental, até a parte aplicada, focada no manejo das espécies para produção de mel.
De acordo com o participante Tarcisio George de Oliveira Silva, o curso foi muito interessante, pois possibilitou que ele adquirisse muito conhecimento a respeito das abelhas silvestres sem ferrão.
Para Marcely de Oliveira e Silva e Marcio Martins de Araújo, o curso foi de grande amplitude de conhecimento técnico e prático e atendeu plenamente aos requisitos propostos.
A mesma turma terá a oportunidade de participar de um curso complementar, marcado para os dias 17 e 18 de dezembro, no qual as técnicas de manejo serão aprofundadas. A previsão é que em 2016 outros cursos sobre abelhas sejam promovidos pelo Instituto Biológico, nas dependências do Planeta Inseto. 
Comunicação IB

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