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Instituto Biológico promove curso pioneiro sobre sanidade das oliveiras em São Paulo

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), realizou o "I Curso Sobre Doenças e Pragas da Cultura da Oliveira", em São Paulo, Capital, em 5 de julho de 2016. O evento, pioneiro no Estado, orientou produtores de oliveiras no manejo correto das doenças e pragas da cultura.
O curso abordou as principais doenças e pragas que ocorrem no Brasil e as boas práticas de manejo, além de ter dado um panorama da cultura da oliveira. Os participantes receberam orientações sobre o manejo correto das pragas e doenças da cultura. “Por ser uma nova cultura em desenvolvimento no Estado de São Paulo, há muitas dúvidas dos produtores, que precisam ser sanadas. Queremos tornar a cultura uma realidade, pois seu crescimento será de grande valia para produtores e consumidores de azeites”, disse Josiane Takassaki Ferrari, coordenadora do curso e pesquisadora da Secretaria, que atua no IB.
Para Eduardo Nogueira, pesquisador do Laboratório de Doenças Fúngicas em Horticultura do IB, o curso atingiu plenamente seus objetivos, demonstrando o alto nível de conhecimento sobre a cultura da oliveira por parte dos palestrantes, mesmo que sua implantação no Estado de São Paulo esteja ainda no começo. “Os palestrantes demonstraram um profissionalismo imensurável. Eles falaram entusiasticamente sobre como manter controladas as doenças e pragas na cultura. As palestras foram de alto nível, apresentando uma dedicação total dos participantes. Foi tão grande o sucesso, que já estamos preparando um novo curso para o próximo ano”, afirmou.
Para o produtor e presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive), Carlos Roberto Diniz, o curso atingiu as expectativas. Ele destacou que essa foi só a primeira etapa para o conhecimento das pragas e doenças com impactos na olivicultura. “Contamos com a continuidade dos trabalhos, a competência e a colaboração das instituições paulistas de pesquisas, para nos ajudar a encontrar formas de controle”.
Já para Edna Bertoncini, coordenadora do Grupo Oliva SP, o curso foi pioneiro em condições brasileiras, abrangendo praticamente todas as áreas de estudo nas quais ocorrem ou poderão ocorrer insetos e patógenos relacionados à cultura, especialmente no Estado de São Paulo.
Para ela, o próximo desafio para o Grupo Oliva SP é continuar as pesquisas com oliveiras nas diversas áreas abrangidas na cadeia produtiva. “Devemos buscar novos financiamentos de pesquisa em áreas que ainda estão sendo descobertas, de modo a acelerar o pacote tecnológico que está sendo montado para a cultura, e, com o avanço dos estudos, elaborar um boletim técnico para a cultura das oliveiras no Estado de São Paulo”, apontou Edna.
O produtor Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, do município de Conceição do Rio Verde, Minas Gerais, tem dois mil pés de oliveiras em sua propriedade e considera que o curso contribuiu para um maior conhecimento no manejo da cultura.
Participaram do curso 87 pessoas, entre produtores, profissionais de empresas, técnicos e pesquisadores. Os inscritos eram dos Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

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