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Instituto Biológico é consultado para atender protocolos sanitários para exportação de bovinos vivos à Malásia

Uma missão técnica da Malásia conheceu a estrutura laboratorial do Instituto Biológico (IB), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, para diagnóstico de doenças de bovinos, em 7 de novembro de 2016. Os técnicos malásios têm interesse em importar cerca de 10 mil bovinos vivos do Brasil ainda este ano para serem abatidos no país asiático, de acordo com suas especificidades culturais e religiosas. Outro interesse do país asiático é a aquisição de material genético.
A visita ao IB foi uma indicação do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pela competência técnica do instituto na área e por reunir em sua estrutura expertise para o diagnóstico de todas as seis doenças solicitadas pelo país asiático, como IBR/IPV, BVD, Língua azul, brucelose, campilobacteriose e tricomonose. A comitiva foi recepcionada pelo diretor-geral, Antonio Batista Filho, a diretora-substituta do instituto, Ana Eugênia de C. Campos, e a pesquisadora, Líria Hiromi Okuda.
Os técnicos da Malásia, Saipul Bahari Bin Abdul Ree, Mohd Noor Hisham Bin Mohd Haron e Dato’ Raghu Loganathan Pillay conheceram a estrutura do Instituto Biológico juntamente com Graciana Corrêa Romitto, do Mapa, Silvio de Castro Cunha Neto, da Agroexport, e Eduardo Menegueli Pereira, da Minerva Foods. O grupo visitou o Laboratório de Nível de Segurança 3 – um dos únicos do País a capaz de atender emergências sanitárias e realizar análises de doenças que representam risco à saúde humana – e o Laboratório de Viroses de Bovídeos (LVB). Os laboratórios do instituto são acreditados pela norma ISO/IEC 17025, do Inmetro, relacionado à qualidade, e credenciados pelo Mapa.
“Os técnicos ficaram bastante satisfeitos com a visita, impressionados com o fluxo de amostra recebidas e a estrutura dos laboratórios, confiabilidade, rastreabilidade das amostras e calibração dos equipamentos, que fazem parte do escopo da acreditação na norma ISO 17025, do Inmetro”, afirmou Líria.
Após a visita ao IB, a delegação embarcou para o Pará, Estado de origem dos animais que possivelmente serão exportados, para participar do I Workshop sobre Exportação de Animais de Produção Vivos, organizado pelo Mapa.
A pesquisadora do IB, Edviges Maristela Pituco, ministrou uma palestra abordando os testes laboratoriais aplicados aos protocolos de exportação, a interpretação dos resultados e o papel do Instituto Biológico em atender essa demanda. “O IB tem em seu escopo todas as análises e diagnósticos necessários para viabilizar essa e outras exportações pelo Brasil”, explica Líria.
Referência brasileira em pesquisas e prestação de serviços relacionados à sanidade animal e vegetal, o IB atua em programas fundamentais, muitos deles coordenados pelo Mapa, para promover a sanidade, importante para o trânsito internacional de produtos agropecuários.
De 2014 a 2015, o IB diagnosticou 422.492 pragas e doenças, além de análises envolvendo resíduos de agrotóxicos em alimentos, solo e água. “Realizamos uma média de 580 exames por dia. Esses diagnósticos constituem uma ferramenta básica para ações dos órgãos de defesa, estadual e federal, com vistas a evitar a entrada ou a circulação de pragas dentro do País”, afirma Antonio Batista Filho, diretor-geral do instituto.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, a credibilidade do instituto passa pela acreditação externa de seus trabalhos pela norma ISO 17025, do Inmetro. “Essas acreditações foram viabilizadas devido os investimentos do Governo do Estado de São Paulo na infraestrutura dos institutos de pesquisa ligados à Apta. Uma das recomendações do governador Geraldo Alckmin é que a Pasta preste serviços de alta qualidade para o setor produtivo”, afirma.
Por Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – APTA
(19) 2137-8933

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