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Inflação no campo: alta de 3,91% na terceira quadrissemana de maio

Arroz (20,96%), batata (44,53%), tomate para mesa (17,47%), trigo (13,13%), carne de frango (21,35%) e milho (7,55%) continuam puxando para cima o índice quadrissemanal de preços recebidos pela agropecuária paulista (IqPR), que registrou alta de 3,91% na terceira quadrissemana de maio. Os produtos de origem vegetal (IqPR-V) e os de origem animal (IqPR-A) apresentaram variação positiva, respectivamente, de 2,82% e 6,62%. “Isto configura a continuidade da pressão inflacionária dos preços agropecuários (principalmente os produtos de origem animal), que têm aumentado mais que os indicadores globais da inflação brasileira”, observam os pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, responsáveis pelo estudo. Entre as maiores altas, encontram-se ainda os preços dos leites tipo C (4,13%) e B (3,88%). O aumento da maioria dos produtos está relacionado a uma conjunção de fatores: final do período de safra (que por si só já provoca o aumento das cotações), aumento do custo de produção (em especial o associado aos preços do petróleo, que vêm batendo sucessivos recordes de preços, notadamente fertilizantes e combustíveis), clima adverso à produção e movimentos de mercado (commodities). Também os efeitos da produção de biocombustíveis na produção de alimentos são apontados como um dos impactos imediatos no preço final de venda dos produtos agrícolas. Por sua vez, as quedas mais expressivas foram verificadas nos preços da laranja para mesa (11,91%) e do feijão (10,92%). No caso da laranja de mesa, o período de safra e a concorrência das tangerinas com preços mais atraentes ao consumidor, além da retração do consumo (devido aos altos preços praticados nas semanas anteriores), foram responsáveis pelo recuo nas cotações. O abastecimento de feijão caminha para a normalidade conjuntural, com a entrada da produção, após período de escassez que levou a altas expressivas nos preços. Os pesquisadores do IEA ressaltam que a disputa por área entre o feijão e o milho (commodity com cotações internacionais elevadas no momento), no caso paulista e de todo o sul-sudeste brasileiro, se dá na safra das águas, plantada no segundo semestre de cada ano. A análise é elaborada pelos pesquisadores Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br); Raquel Castellucci Caruso Sachs (raquelsachs@iea.sp.gov.br); José Alberto Ângelo (alberto@iea.sp.gov.br) e José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br). A íntegra está disponível no site www.iea.sp.gov.br. José Venâncio de Resende Assessoria de Comunicação Social da APTA (11) 5067-0424
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