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Infestação predial de roedores em SP é tema de dissertação de mestrado no Biológico

As taxas de infestação predial por roedores são governadas, em primeiro lugar, pelos fatores socioeconômicos, mas também pelos fatores ambientais. E as altas taxas de infestação predial por roedores, bem como a maior de incidência de leptospirose, estão ligadas aos processos de exclusão social (problemas de saneamento, menor renda, etc.). É o que conclui a dissertação de mestrado “Roedores na cidade de São Paulo: levantamento da taxa de infestação predial e sua relação com fatores socioeconômicos e ambientais” que será apresentada, no dia 20 de fevereiro (sexta-feira) às 9 horas, no curso de pós-graduação do Instituto Biológico (IB-APTA) – vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento -, pelo biólogo Eduardo de Masi, da Secretaria Municipal da Saúde. O trabalho foi orientado pelo pesquisador Francisco Alberto Pino, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). Segundo o trabalho, a taxa de infestação predial por roedores, encontrada na capital paulista, foi de 23,1%. O Rattus rattus, a principal espécie infestante, obteve taxa de infestação de 12,7%. Nas Subprefeituras, a taxa de infestação predial variou de 6,8% em Santana a 49,5% em São Miguel. “Com esses dados, juntamente com informações extraídas do censo demográfico para o ano 2000 e os Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), desenvolveu-se modelos de regressão logística múltipla para mensurar o efeito de cada variável socioeconômico e ambiental sobre infestação dos imóveis urbanos por roedores”, diz o autor do estudo. “O modelo geral de infestação mostrou que as variáveis mais fortemente correlacionadas com a infestação por roedores foram: o IDH-M, a renda em salários mínimos, a característica do imóvel; o acesso pela rede de esgoto e pela estrutura do imóvel; as fontes de abrigo, vão de telhado, vão de parede, materiais inservíveis, materiais de construção e mato alto, além de alimento para animais e árvores frutíferas.” O método de levantamento de infestação predial por roedores utilizado no trabalho é uma técnica de avaliação quantitativa proposta pelo Center for Disease and Prevention Control de Atlanta, Estados Unidos, para estimar a proporção de imóveis infestados por roedores, em uma dada área. Essa técnica foi aplicada em julho de 2006 para avaliar a taxa de infestação predial por roedores na cidade de São Paulo em uma amostra de 23.606 imóveis, que contemplou as 31 Subprefeituras da cidade e estimou a infestação pelas três espécies de roedores sinantrópicos: ratazana (Rattus norvegicus), rato-de-telhado (Rattus rattus) e camundongo (Mus musculus). Além da presença de infestação por roedores, foi observada, em cada imóvel, a ocorrência dos fatores ambientais como fonte de alimento, fonte de abrigo e fonte de acesso. As Subprefeituras foram distribuídas em seis grupos homogêneos quanto às variáveis significativamente associadas com a infestação por roedores no modelo de infestação, Novos modelos logísticos foram estimados para entender os aspectos explicativos da infestação em cada grupo. Por último, análise da distribuição espacial da infestação foi conduzida, mostrando haver correlação espacial entre as condições socioeconômicas, a taxa de infestação predial por roedores e a incidência e letalidade de leptospirose. SERVIÇO: Apresentação da dissertação de mestrado "Roedores na cidade de São Paulo: levantamento da taxa de infestação predial e sua relação com fatores socioeconômicos e ambientais" Data: 20 de fevereiro de 2009, às 9 horas Local: Instituto Biológico - Sala VIP "Benedito Bastos Cruz" - Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, 5o. andar - Vila Mariana - São Paulo - Capital. Assessoria de Comunicação da APTA José Venâncio de Resende (11) 5067-0424
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