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Incremento dos embarques e retorno das precipitações esfriam as cotações futuras, avalia IEA


Influenciado pelo resultado do certame eleitoral, o mercado de dólar futuro na BM&F-Bovespa teve substancial alta em outubro. As transações com base em julho/2015 ultrapassavam a barreira dos R$2,60 por US$1,00, sinalizando mudança de patamar para a banda de flutuação para a paridade cambial, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Esse movimento tem reflexos a médio prazo sobre as negociações envolvendo commodities, pois reconfigura a competitividade dos produtos brasileiros frente a seus principais concorrentes internacionais.
Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica (em segunda posição), exibiram movimentos nas cotações que oscilaram entre alta (primeira e segunda semana) e de declínio (na terceira, quarta e quinta semanas). Porém, para todas as semanas, a tendência apontada pelo mercado foi de baixa para as cotações futuras. Para julho de 2015, a primeira semana fechou com média de US$¢207,39/lbp vindo a declinar para US$¢198,50/lbp na média da quintasemana, afirmam Celso Luís Vegro, pesquisador do IEA e Félix Schouchana, economista e consultor de Mercados Futuros, autores do artigo.
Nos primeiros quatro meses da safra 2014/15 (julho-outubro) houve elevação de 14% na quantidade exportada, alcançando as 12,378 milhões de sacas, frente ao mesmo período do ano anterior. Esse maior ritmo dos embarques refletindo-se em incremento do saldo cambial apurado no período que foi de US$2,412 bilhões (46,7% acima do mesmo período do ano anterior). Concomitantemente, houve regularização das precipitações nos principais cinturões cafeeiros permitindo que as plantas lançassem segunda ou terceira florada, dependendo da região. O mercado aposta que se terá satisfatório pegamento dessa florada, resultando em colheita de bom volume para a atual safra, livrando os compradores de eventual escassez do produto.
A média de preços recebidos pelos cafeicultores em outubro de 2014 na região de Franca, Estado de São Paulo (principal polo da cafeicultura paulista) foi de R$471,42/sc., segundo dados do IEA/CATI, representando incremento de 9,61% frente ao registrado no mês anterior.
O preço do café em Nova York, vencimento julho de 2015, trazido para São Paulo (a base é calculada pela diferença entre o preço de NY e o da BM&F para o primeiro vencimento em aberto), convertido pelo dólar futuro de julho de 2015 da BM&F, foi de R$638,87/saca, na média de outubro de 2014. Comparado com a média dos preços recebidos em Franca no mesmo mês, de R$471,42/saca, tem-se um valor de R$167,45/saca de valor adicional para quem faz o hedge do café na bolsa estadunidense e do câmbio na bolsa paulista.
A entressafra de café no Brasil ocorre a partir de dezembro se estendendo até março do ano seguinte. Em anos de safra baixa (ciclo bienal negativo) há pressão sobre as cotações. Tendo em vista as perdas provocadas pela anomalia climática que caracteriza 2014, acredita-se que se terá à frente um período de grande volatilidade para as cotações, devido ao grau de incerteza que há sobre o potencial produtivo das lavouras do país.
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Mais informações:
Nara Guimarães
Assessora de Imprensa
Tel: (11) 5067-0498
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