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IEA avalia impactos ambientais, econômicos e sociais de futura hidrelétrica no Pará

Projeto de análise de impactos ambientais, econômicos e sociais de hidrelétrica no Pará é desenvolvido pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, para a construtora Camargo Corrêa com o apoio da Fundepag (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio).  Trata-se do “Levantamento Censitário dos Imóveis Rurais, EIA/RIMA Meio Socioeconômico Rural – AHE/Marabá. Estudo de Impacto Ambiental; Relatório de Impacto Ambiental; Aproveitamento Hidroelétrico da Bacia do Araguaia/Tocantins”, cuja equipe é coordenada pelo pesquisador Celso Luis Rodrigues Vegro.
O projeto, com custo total estimado em R$ 80 milhões, prevê a avaliação dos impactos sociais, econômicos e ambientais que poderão ser causados pela construção de hidrelétrica no rio Tocantins, situado nos municípios de Marabá e de São João do Araguaia, no Estado do Pará. A construção, porém, somente se dará se o empreendimento vier a ser considerado viável pelo órgão licenciador, no caso o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Segundo o gerente executivo comercial da Camargo Corrêa, João Coral, o IEA foi escolhido para desenvolver o estudo devido ao “reconhecimento que tem como uma instituição de excelência no trato dos aspectos referentes à dinâmica socioeconômica da área rural, assim como pela sua expertise no tratamento estatístico de dados e informações levantadas no cadastro socioeconômico”.
A análise de impactos ambientais dos grandes projetos de infraestrutura no País apresenta imensa complexidade, decorrente de protocolos estabelecidos pelo IBAMA que devem ser cumpridos à risca, diz Celso Vegro.  “O meio físico, o biótico, o humano, a dinâmica urbana – a obra dessa hidrelétrica pode gerar entre 10 mil e 20 mil empregos diretos e indiretos – e os desafios impostos à própria engenharia da obra, caso sua construção seja viável, transformam tais estudos preparatórios numa criação de volume formidável de conhecimento novo.”
No estudo socioeconômico, por exemplo, “teremos um levantamento probabilístico sobre o modo de vida do ribeirinho, algo que não foi elaborado por nenhum outro banco de dados produzido por investimentos congêneres. A importância desse tipo de informação terá imensa utilidade, inclusive fora do âmbito do projeto em si, para a universidade e para centros de pesquisa”, reconhece Vegro.
Iniciado em outubro de 2009, o projeto já apresenta alguns resultados, de acordo com o pesquisador do IEA, sobre o meio de vida das populações locais (suas práticas agrícolas, de pesca e de extrativismo). “A equipe envolvida no projeto pretende publicar estudos em periódicos nacionais e internacionais, valendo-se do monumental banco de dados que foi criado a partir do levantamento censitário. Saber que temos aproximadamente 1.700 famílias afetadas pelo barramento do rio e que, nessas unidades produtivas, prevalece uma pecuária extensiva de baixa produtividade já é um resultado relevante para definição de estratégias que visem mitigar os impactos dessa construção” (fonte: revista “Fundepag & Negócios”, edição janeiro, fevereiro e março de 2011). 
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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