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IB investe no gerenciamento de resíduos químicos

O Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, enviou 5,3 toneladas de resíduos químicos para incineração em 2009. A informação é da pesquisadora Martiniana da Silva Vieira, do Laboratório de Toxicologia do Centro de  Pesquisa e Desenvolvimento de Proteção Ambiental do IB.
Por classes de resíduos químicos encaminhadas para incineração, 65% são solventes não-halogenados; 27%, sais (produtos químicos em estado sólido); 4%, ácidos (nítrico, clorídrico, sulfúrico); 2%, agrotóxicos e embalagens de agrotóxicos; 1%, solventes halogenados; e 1%, produtos químicos sem identificação.
O programa de gerenciamento de resíduos químicos do IB vem sendo desenvolvido desde 2008, e tem como parceiros a empresa Ecourbis, a Prefeitura de São Paulo e a empresa Essencis. Em dezembro de 2009, a empresa Ecourbis encerrou a etapa de transporte dos resíduos químicos do Instituto Biológico destinados à incineração. A Essencis segue realizando o processo de incineração dos resíduos recolhidos.
Também em 2009 foram enviadas para a empresa Tramppo 1200 lâmpadas fluorescentes destinadas à reciclagem completa de seus componentes. As pilhas e baterias também serão destinadas para reciclagem completa de  seus componentes. Estas lâmpadas, juntamente com pilhas e baterias utilizadas em todas as dependências do IB hoje, entram na gestão de resíduos como parte dos resíduos químicos.
Ação ambiental
A gestão de resíduos químicos é importante como ação ambiental, pois promove a destinação correta para estes produtos, seja incineração, reciclagem ou doação, diz  a pesquisadora do IB. “Outro ganho ambiental é a tendência de substituir reagentes que causam maior dano ao meio ambiente e de  difícil tratamento por reagentes que apresentem formas de tratamento menos danosas ao ambiente e a saúde.”
Além disso, os laboratórios do IB “vêm reduzindo dramaticamente o despejo de produtos de reação em pias comuns, substituindo esta prática pelo uso de recipientes adequados e subseqüente incineração”, conta Martiniana. “A gestão de resíduos também é importante do ponto de vista  econômico, visto que modifica a cultura de aquisição de produtos  químicos por parte dos profissionais de laboratório, que hoje fazem a opção por estoque reduzido, e acondicionamento desse estoque respeitando as propriedades físicas e químicas desses reagentes, levando em conta a incompatibilidade entre produtos químicos, o que reduz perdas por contaminação e perda de eficiência.”
Outro ganho apontado por Martiniana será a implantação de opção por compra programada, baseada em estimativas e previsões de baixa de estoque, e o agendamento de compra e entrega de novos produtos. A gestão dos resíduos biológicos do IB vem sendo realizada segundo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para Resíduos do Sistema de Saúde, tanto para a área de Sanidade Vegetal quanto para a de Sanidade Animal.
Manual de resíduos
Ainda em dezembro último, foi entregue ao diretor geral do IB o “Manual de Gerenciamento de Resíduos” da instituição, informa Martiniana. O Manual e o plano de implantação do sistema de gerenciamento seguiram a orientação da RDC 306/2004 ANVISA NBR 10.004/2004, entre outras normas referentes ao gerenciamento de resíduos. Para 2010, estão previstas a construção do abrigo para resíduos químicos e a implantação do gerenciamento dos resíduos que fará parte do sistema de gestão da qualidade do IB.
O lixo comum também vem recebendo tratamento adequado, segundo Martiniana. “A reciclagem de vidro, papel, plástico e metal ocorrem com freqüência semanal.” O manual de resíduos do IB foi elaborado para contemplar a gestão de todos os resíduos: químicos, biológicos, perfurocortantes e o lixo comum, atendendo à legislação e às normas vigentes para cada grupo de resíduo, bem como ao Sistema de Gestão da Qualidade do IB e aos princípios de sustentabilidade de nossas atividades, conclui a pesquisadora.
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
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