cabecalho apta130219

IB estuda novos ácaros predadores para o controle biológico de pragas das culturas

Ácaros predadores, especialmente das famílias Stigmaeidae, Laelapidae, Bdelidae, Cunaxidae e Cheyletidae, vêm recebendo maior atenção por parte dos acarologistas, segundo o artigo “Ácaros predadores no controle biológico de ácaros-pragas”, do pesquisador André Luis Matioli, do Instituto Biológico (IB-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Pesquisas conduzidas no Laboratório de Entomologia Econômica do Centro Experimental do IB, em Campinas, buscam avaliar o potencial de outras famílias de ácaros predadores. Os estigmeídeos, por exemplo, tem demonstrado grande potencial de controle natural ou inundativo de algumas pragas nas culturas de café, citros, seringueira, goiabeira, chá, macieira e videira, entre outras.
Estes trabalhos visam determinar os principais ácaros predadores nas culturas de café, citros, algodão, abóbora, manga, pêssego, morango e acerola, entre outras, diz Matioli. Isto permitirá, em futuro próximo, revelar a importância de espécies predadoras nesses agroecossistemas, além da interação e da competitividade entre as espécies de ácaros predadores.
Entre as espécies de Stigmaeidae estudadas no laboratpório do IB, o pesquisador cita Agistemus brasiliensis Matioli et al., A. pallinii Matioli et al, A. floridanus Gonzalez e Zetzellia spp. “O controle biológico clássico em culturas perenes é extremamente difícil, principalmente pelas dificuldades de controle efetivo e também de sua capacidade de estabelecimento em áreas grandes. Muitas pragas estão distribuídas em reboleiras no pomar e a concorrência destes predadores introduzidos com aqueles que já fazem parte do ecossistema é um fator negativo.”
Segundo Matioli, tentativas de estabelecimento de controle biológico em pomares comerciais vem sendo conduzidas no Brasil. Porém há um desconhecimento sobre o sucesso dos programas, como o de controle de Panonychus ulmi (Tetranychidae) em macieira no sul do País.
Outra dificuldade que os pesquisadores encontram em muitas áreas agrícolas é a presença de ácaros-pragas, que, mesmo em pequenas populações, causam danos severos por serem vetores de viroses, explica Matioli. É o caso, por exemplo, dos ácaros tenuipalpídeos, Brevipalpus phoenicis, praga-chave de culturas dos citros e do café. Além disso, ácaros-praga, como os eriofídeos e os tarsonemídeos, não possuem predadores eficientes conhecidos.
Para o pesquisador do IB, muitas das espécies de ácaros predadores encontrados nos levantamentos de campo poderão tornar-se eficientes agentes de controle de ácaros-pragas. “O controle biológico é uma realidade mundial, porém o seu sucesso depende do conhecimento de realidades regionais, do nível de tecnologia adotado e do histórico das áreas de produção. É fundamental também para o sucesso do controle biológico o processo de treinamento de técnicos e produtores e o engajamento das comunidades na melhoria da produção e da segurança dos alimentos.”

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

Acompanhe a Secretaria de Agricultura no Twitter

 

Pin It

Notícias por Ano