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IB bate novo recorde na produção de imunobiológicos, usados no diagnóstico de tuberculose em animais

O Laboratório de Produção de Imunobiológicos do Instituto Biológico registrou um novo recorde de produção. O mês de setembro foi marcado pela maior partida de Tuberculina PPB Bovina já produzida pelo Instituto. Ao todo, são 6.929 frascos produzidos pelo IB para diagnosticar tuberculose, o suficiente para testar mais de 345 mil animais. Esta partida é 51% maior que a média produzida pelo laboratório. O IB tem trabalhado para produzir partidas de imunobiológicos maiores e mais frequentes para atender o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose. O Instituto de pesquisa paulista é a única instituição a produzir o insumo no Brasil e trabalha para aumentar em três vezes sua capacidade de produção. Os kits com imunobiológicos poderão agora ser adquiridos por pecuaristas de todo o Brasil para diagnosticar os animais nos testes de triagem e confirmatórios da doença. Sem esses testes, não é possível realizar compra, venda, trânsito e exportação de bovinos e aves pelo Brasil.

De acordo com o médico veterinário do IB, Ricardo Spacagna Jordão, os kits de imunobiológicos produzidos pelo IB são fundamentais para garantir a exportação pelo Brasil de carne e subprodutos. Esses kits são utilizados por pecuaristas brasileiros para diagnóstico de tuberculose. “A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium bovis e acarreta prejuízos anuais estimados em US$ 3 bilhões em todo o mundo. O IB desempenha um papel estratégico para o comércio internacional de proteína animal do País. Os recordes sucessivos de produção foram possíveis graças aos esforços da equipe do laboratório e ao comprometimento da diretoria-geral do Instituto Biológico”, afirma.

O Instituto trabalha para triplicar a sua capacidade de produção de imunobiológicos, que hoje é de 2,5 a 3,5 milhões de doses, por meio da utilização de tecnologias pioneiras que serão implantadas para atender todo o mercado. “Fomos contemplados com um recurso da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e com esse dinheiro será comprado um biorreator capaz de produzir 300 litros dos antígenos. Hoje, nosso equipamento tem capacidade de produzir 10 litros por vez”, explica Jordão. A expectativa é que o novo equipamento comece a operar no IB no início de 2019.

Além do aumento da capacidade de produção, no novo biorreator será utilizado material descartável, reduzindo o risco de contaminação dos antígenos. “Trabalhamos também para introduzir no Brasil uma tecnologia chamada single use, em que é possível aumentar a velocidade de produção dos imunobiológicos e também reduzir os riscos de contaminação”, afirma o médico veterinário.

O Laboratório de Produção de Imunobiológicos do IB possui licença de funcionamento expedida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e é certificado pela norma ISO 9001, que garante a qualidade dos produtos produzidos pelo Instituto de pesquisa paulista. O IB comercializa os kits com imunobiológicos para 24 Estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Por Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa – APTA
19 2137-8933

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