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IAC seleciona novos híbridos de copas e porta-enxertos resistentes a doenças dos citros

Com o objetivo de obter híbridos de citros (variedades de copa e porta-enxertos), novas combinações híbridas foram feitas numa rede em campos experimentais nos Estados de São Paulo e do Paraná, informam os pesquisadores Mariângela Cristofani Yaly; Marines Bastianel; e Marcos A. Machado, do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, vinculado ao Instituto Agronômico (IAC-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Os experimentos são conduzidos desde 2003, visando avaliar a resistência das plantas, em condições de campo, a doenças como clorose variegada dos citros (CVC), tristeza dos citros (CTV), gomose de Phytophthora, leprose, cancro cítrico, morte subida dos citros (MSC) e mancha marrom de alternaria. Abrangem também características de importância agronômica como época de maturação, qualidade e número de sementes dos frutos, altura da planta, produtividade e compatibilidade entre copa e porta-enxerto.
Como resultados das pesquisas, foram selecionados híbridos de copas com características agronômicas desejáveis e resistentes a doenças (mancha marrom de alternaria, por exemplo) e híbridos de porta-enxertos resistentes a gomose, morte súbita dos citros (MSC), tristeza (CTV) e estresse hídrico, dizem os pesquisadores. “Parte das nossas pesquisas é divulgada em eventos do Centro de Citricultura (Semana da Citricultura e Dias temáticos - Dia da Laranja, da Tangerina, do Limão, do Porta-enxerto, do Viveirista e nos Dias de Campo de Tangerina), nos quais são discutidos assuntos específicos da cultura e onde participam citricultores, empresas e profissionais ligados ao setor citrícola.”
Além de novas opções de variedades para a citricultura, uma das metas do Programa de Melhoramento é a inclusão das variedades no Sistema Nacional de Registro de Cultivares, afirmam os pesquisadores do IAC. Isto possibilita a utilização dessas variedades pelos programas oficiais de Registro de Matrizes e Certificação de Mudas.
O programa de melhoramento do Centro de Citricultura do IAC foi iniciado em 1997, com o apoio do CNPq - Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX e Instituto do Milênio). Até o momento, já foram obtidas cerca de 1300 novas combinações de híbridos. Oito mapas de ligação gênica foram desenvolvidos para os seguintes cruzamentos: laranja doce cv Pêra (C. sinensis) vs tangerina Cravo (C. reticulata); tangerina Sunki (C. sunki) vs Poncirus trifoliata cv Rubidoux; laranja doce cv Pêra vs tangor Murcott (C. sinensis x C. reticulata) e limão Cravo (Citrus limonia) vs citrumelo Swingle (C. paradisi x Poncirus trifoliata). Regiões genômicas associadas às características quantitativas e qualitativas foram localizadas nestes mapas, tais como: resistência/tolerância ao CTV, CVC, gomose de Phytophthora, leprose, mancha marrom de alternária e apomixia.

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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