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IAC realiza workshop com o Ministério do Trabalho sobre as novas normas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI

Evento buscou fornecer mais subsídios aos fiscais do Ministério do Trabalho para a fiscalização de EPIs
O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, participou da Reunião dos auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para discutir a nova legislação de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para a agricultura. O evento foi realizado em 06 de fevereiro de 2013, no Hotel Comfort, em Araraquara, São Paulo, onde participaram 30 representantes do MTE. O workshop foi ministrado pelo pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos, e pela engenheira agrônoma responsável pelo Laboratório de Qualidade de Vestimentas de Proteção para Riscos Químicos com Agrotóxico do IAC, Viviane Correa Aguiar.
Durante a tarde do dia 06, foram abordados aspectos da nova legislação sobre a qualidade de EPI na agricultura. O IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, forneceu informações sobre análise das vestimentas e seus principais defeitos, discutiu a classificação dos EPIs para agricultura e explicou como fazer o sistema prático – método desenvolvido pelo IAC que consiste em aplicar uma gota sobre o tecido e observar, após dez minutos, o espalhamento e a penetração no tecido. Caso o EPI fique molhado ou tenha espalhamento grande há a constatação de falhas no material. “Os fiscais também precisam ficar atentos ao vencimento do Certificado de Aprovação de alguns EPIs”, afirma o pesquisador do IAC.
O Instituto foi parte integrante da equipe da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Organização Internacional de Normatização (ISO) que desenvolveu normas adequadas para ensaios em EPI para a área agrícola, até então inexistentes no País. Em 2011, a norma ISO 27065:2011 passou a integrar a legislação brasileira e o IAC adotou como padrão de qualidade para vestimentas de proteção para riscos químicos com agrotóxicos.
Atualmente, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a adotar a norma ISO 27065 como padrão de qualidade para vestimentas de proteção para uso com agrotóxicos. Em 2012,o Laboratório de Qualidade de Vestimentas de Proteção para Riscos Químicos com Agrotóxico do IAC, reconhecido pelo MTE, informou que 60% das vestimentas analisadas atendiam ao padrão mínimo de qualidade. “Com a nova legislação os fiscais têm autonomia para confiscar os EPIs para análise caso não acreditem que esses atendam aos padrões de qualidade. Essas vestimentas são encaminhadas para um laboratório credenciado para análise”, diz o pesquisador do IAC.
Texto
Carla Gomes (MTb 28156)
Mônica Galdino (MTb 47045)
Assessoria de Imprensa – IAC
19 – 2137-0616/613
 
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