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IAC realiza exposição no parque da Água Branca, em São Paulo, e apresenta ao público 16 tipos de sementes desenvolvidas pelo Instituto

No corre-corre diário elementos vitais para a sobrevivência podem passar despercebido pela população. É o caso dos alimentos. Nem sempre os moradores dos grandes centros urbanos se dão conta da presença da agricultura em suas vidas e, muitas vezes, desconhecem a cadeia produtiva, que tem sua base na pesquisa. Para aproximar elementos do campo a vida dos paulistanos, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, realiza exposição no Parque da Água Branca, em São Paulo, de 26 a 28 de setembro. A exposição faz parte da comemoração de aniversário dos 120 anos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Durante os três dias, os visitantes do parque poderão conhecer as fases do café – do café em coco ao torrado – e 16 tecnologias e variedades desenvolvidas pelo IAC, na área de Grãos e Fibras nestes 125 anos de existência do Instituto. Também será distribuída e ensinada a receita de pipoca de micro-ondas, sem gordura, feita com milho-pipoca desenvolvido pelo IAC.
As crianças também poderão conhecer melhor o trabalho do Instituto Agronômico por meio da publicação “O que o IAC faz por você”. A cartilha é escrita em linguagem infantil e tem figuras para serem coloridas. Nela, é possível encontrar informações sobre a presença da agricultura no cotidiano, como no café da manhã, almoço, jantar, material escolar, roupas, transporte e na natureza. O público poderá ainda levar papel semente de cravo para plantar em casa. A ideia é que em setembro – mês em que se comemora o dia da árvore e o início da primavera – as pessoas que visitarem a exposição do IAC, germinem uma semente e exerçam papel similar ao realizado pelo Instituto.
O IAC vai expor 16 tipos de sementes desenvolvidas pelo Centro de Grãos e Fibras do Instituto, como gergelim, feijão, triticale, soja, mucuna, milho, trigo arroz preto, arroz para culinária japonesa, mamona, girassol e crotalária. As fases do café como em coco, em pergaminho, beneficiado e torrado também poderão ser vistas.
Pipoca de micro-ondas sem óleo
Durante os dias de exposição o Instituto Agronômico vai distribuir pipoca de micro-ondas sem gordura, feita com variedade de milho-pipoca desenvolvida pelo IAC. Para fazer a receita mais saudável e light é necessário apenas um punhado de milho-pipoca, saco de pão e um minuto e meio, dependendo do micro-ondas. A receita também funciona com o milho comum, mas o resultado é apenas alguns grãos estourados e muitos piruás. Isso porque o grão dessa variedades de milho-pipoca possui características ideais de estouro como tamanho reduzido, endosperma mais duro e, principalmente, casca mais resistente à pressão. “Quando a casca não resiste à pressão do calor, rompe antes do grão estourar. No caso do milho-pipoca, a casca resiste ao calor e só rompe quando o endosperma do grão estoura”, explica o pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki.
Sawazaki explica que o grão do milho é dividido em embrião, endosperma e casca. O embrião é a parte mole do grão, rico em óleo, e o endosperma é a parte vítrea amarela, maior, que estoura. “A seleção do milho que estoura mais ocorre desde a domesticação do milho, resultando por selecionar grãos menores com casca resistente à pressão. São essas as características que fazem o milho-pipoca estourar até 10 vezes mais que o comum”, afirma o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Enquanto cada grama de milho comum resulta em 4 ou 5 mL de pipoca, o milho-pipoca IAC garante 40 mL ou mais, e  isso na panela com óleo. A técnica caseira do saco de pão, sem óleo, garante até mais pipoca estourada. Quanto mais forte for o estouro dos grãos, maior é a pipoca (flor) e maior a sua maciez. Quanto maior o endosperma, maior a pipoca estourada, por isso é importante escolher grãos com pouco embrião (germe). Se o estouro do grão é fraco, a pipoca fica dura. “É igual a um bolo, quando não cresce, fica duro. Para que os grãos tenham um estouro forte é importante que eles estejam com certa quantidade de água. O ideal é que a porcentagem de umidade dos grãos estejam entre 13% e 14%. A água no interior do grãos, quando aquecida, transforma em vapor, aumentando a pressão interna até o ponto de explosão, transformando o grão em pipoca”, esclarece Sawazaki.
Essas características, no entanto, dependem de manejo adequado na lavoura. O milho-pipoca é mais suscetível a pragas e doenças foliares, precisando assim de maior número de aplicações de defensivos agrícolas, às vezes até o dobro do aplicado no milho comum. “Para a cultura ser viável, o preço deve estar em dois para um, ou seja, se a saca de 60 kg de milho custa em torno de R$ 30,00, o milho-pipoca vende a R$ 60,00 ou até mais”, diz o pesquisador.
Outra característica diferenciada de manejo do milho pipoca é que a umidade do grão no momento da colheita deve ser inferior a 18%. “O grão do milho geralmente é colhido com até 30%, mas o grão do milho-pipoca precisa ser bem firme para que não ocorram danos durante a colheita mecânica, e estourar mais na panela depois”, esclarece o pesquisador.
Serviço
Exposição de tecnologias IAC
Data: De 26 a 28 de setembro
Horário: Das 9h às 16h
Local: Parque da Água Branca
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455, São Paulo
Texto
Fernanda Domiciano e Raquel Hatamoto – Estagiárias – Assessoria de Imprensa – IAC
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