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IAC ganha Laboratório de Microbiologia e Fitopatologia Pós-colheita

A cadeia de produção de frutas e hortaIiças ganha novo reforço na área de ciência agrícola e no acesso a serviços, especificamente as análises microbiológicas e fitopatológicas. O Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, inaugura nesta sexta-feira (10 de dezembro), em Jundiaí (SP), o Laboratório de Microbiologia e Fitopatologia Pós-colheita, no Centro de Engenharia e Automação (CEA-IAC).
“O laboratório permitirá que pesquisas envolvendo o controle de podridões pós-colheita possam ser realizadas, bem como a quantificação de microrganismos causadores de doenças transmitidas por alimentos”, explica Patrícia Cia, pesquisadora do IAC. Além de servir à pesquisa agrícola, a nova unidade poderá atender agricultores e empresas agrícolas das diversas regiões do Brasil. A obra foi financiada com recursos da FAPESP e a aquisição de alguns equipamentos necessários para a conquista da ISO 17.025 deu-se com recursos do Governo do Estado.
Pesquisas com fitopatologia e microbiologia poderão ser desenvolvidas, envolvendo isolamento e inoculação de patógenos e preservação e quantificação de microrganismos causadores de doenças transmitidas por alimentos (DTA’s), segundo relata Patrícia.
O laboratório poderá prestar serviços no atendimento de solicitações de análises microbiológicas, que englobam coliformes totais/E.coli, bolores e leveduras. Essas análises cobrem ainda a contagem total de aeróbios mesófilos – processo que avalia um produto alimentício e revela a qualidade da matéria-prima e as condições de processamento, manuseio e estocagem. A informação gerada permite estimar o tempo de prateleira do alimento.
As análises fitopatológicas recaem sobre identificação e preservação de fungos e avaliação de métodos de controle químico e alternativo.
O Brasil é o maior produtor de frutas in natura – produtos perecíveis que se deterioram em poucos dias. Em geral, a contaminação de frutas por microrganismos origina-se das condições da matéria-prima e da lavagem feita nas frutas, além das condições de higiene de manipuladores, dos equipamentos e dos ambientes industriais em geral.
Com relação às doenças transmitidas por alimentos, a pesquisadora explica que as frutas e hortaliças podem apresentar contaminantes microbiológicos e químicos, estes resultantes de resíduos de pesticidas, micotoxinas ou outros. Micotoxinas são compostos tóxicos gerados naturalmente e produzidos por fungos que infectam produtos agrícolas nas fases de desenvolvimento no campo, armazenagem ou processamento dos alimentos.
“O cenário internacional aponta vários casos no setor agropecuário, relacionados com doenças e mortes provocadas por contaminações, como a doença da “vaca louca”, dioxina, contaminações químicas do ambiente, E. coli O157:H7, Salmonella spp.e Listeria monocytogenes”, diz Patrícia Cia . Há ainda vários tipos de fungos que atacam as frutas em geral, causando o aparecimento de sintomas de podridões que levam às perdas qualitativas e quantitativas. 
A quantificação de microrganismos é importante por eles serem causadores de doenças transmitidas por alimentos, diz a pesquisadora do IAC. “O estudo de métodos convencionais e alternativos de controle de podridões em frutas pode contribuir para a redução de perdas qualitativas e quantitativas na fase de pós-colheita.”. 
Assessoria de Imprensa do IAC
Carla Gomes
(19) 2137-0613/0616
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

 

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