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IAC e APTA Regional apresentam cinco inovações na 7.ª Coopershow

 
Os resultados dos campos experimentais e laboratórios de pesquisa do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, e das unidades regionais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) precisam ser difundidos entres os produtores rurais, afinal, são eles que colocam em prática os anos de estudos realizados pelos pesquisadores. Uma das formas de difundir as tecnologias são os eventos. Neles, os produtores podem conhecer as tecnologias e tirar dúvidas com os pesquisadores. De 31 de janeiro a 1.º de fevereiro de 2013, em Cândido Mota, os produtores do Médio Paranapanema terão a oportunidade de conhecer seis tecnologias do IAC da APTA Regional, durante a 7ª Coopershow. O evento é realizado pela Cooperativa de Produtores Rurais de Cândido Mota (Coopermota).
Os pesquisadores do IAC e da APTA vão expor cinco inovações entre grãos, mandioca, frutas, cana-de-açúcar e alimentação para ovinos aos agricultores, técnicos, estudantes, profissionais do agronegócio e demais interessados. “Vamos apresentar nossas pesquisas em pequenas estações, onde os interessados poderão visualizar os campos e também as tecnologias que levaremos para a Feira. Em 2011 recebemos cerca de 1200 pessoas. A expectativa desse ano é 1800 visitantes”, afirma Paulo César Reco, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Confira as inovações apresentadas pelo IAC e pela APTA Regional.
Frutas
O pesquisador da APTA, Sérgio Doná, vai apresentar aos interessados o monitoramento de moscas das frutas com Armadilha McPhai, usado por um ano, entre novembro de 2011 e 2012. Nesse monitoramento, Doná observou que mais de 67% das moscas eram fêmeas e são elas, na fase adulta e larva, que atacam os frutos. De acordo com o pesquisador da APTA, em geral, as moscas produzem o apodrecimento interno dos frutos, ficando a área atacada decomposta, úmida e escurecida. “Em frutos como o pêssego, não é perceptível a infestação de larvas, pois os frutos permanecem com o visual externo inalterado. Porém, quando apalpado, é perceptível a perda de consistência e resistência da fruta”, afirma.
Ainda de acordo com o pesquisador, devido à gravidade dos danos provocados, o monitoramento deve ser prática usual a ser adotada pelos fruticultores, principalmente na fase de frutificação. “A detecção do início do aparecimento dessas pragas no pomar é fundamental para o sucesso do controle”, explica.
Doná também passará informações aos produtores sobre a ocorrência do percevejo marrom em frutos de pêssego. Esse tipo de percevejo, conhecido cientificamente como E.heros, é considerado uma praga-chave na cultura da soja no Brasil, porém, pouco se conhece do seu desempenho e biologia em plantas hospedeiras alternativas.
O sistema de produção de grãos nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil tem favorecido o crescimento populacional de algumas espécies de percevejos fitófagos, consideradas anteriormente pragas secundárias no milho, como o percevejo barriga-verde e também o marrom. Em outubro de 2012 foi registrada a ocorrência de adultos do percevejo marrom alimentando-se de frutos de pêssego em fase de maturação. De acordo com Doná, o comportamento do E. heros alimentando-se de frutos de pessegueiros caracteriza-se pela utilização de uma hospedeira alternativa para o período da entressafra. “A área de cultivo de pêssegos encontra-se em uma região com predomínio de cultivo de soja e milho, inclusive safrinha, e a área objeto do relato está cercado por essas culturas. Com esse estudo espera-se contribuir para um melhor conhecimento a respeito da praga e também oferecer um alerta aos produtores para o maneja da praga na fase de frutificação do pessegueiro”, afirma.
Épocas de semeadura em cultivares de soja
Com o objetivo de avaliar o potencial produtivo de cultivares e linhagens do programa de melhoramento genético, o IAC já iniciava, na safra de 1992 e 1993, pesquisas sobre a época da semeadura em cultivares de soja na região do Médio Paranapanema. De acordo com o pesquisador do IAC, Paulo César Reco, os estudos foram importantes para os avanços da cultura do milho safrinha na região. “Os resultados obtidos indicaram a viabilidade do cultivo da soja antecipada – em outubro – e da seleção de plantas para obtenção de novas variedades para semeadura antecipada e com potencial produtivo competitivo com as variedades em cultivo e semeadas em meados de novembro”, afirma. Atualmente, a Cooperativa Coopermota realiza anualmente a semeadura das cultivares comercializadas na região e em duas épocas, a antecipada e a normal, em parceria com o IAC e a APTA.
Adubação nitrogenada e inoculação com azospirillun na cultura do milho
A adubação de sistema permite nutrir adequadamente as culturas e repor os nutrientes exportados por diferentes culturas em uma mesma área da propriedade. É o caso da adução do milho safrinha, que por ser cultivado após a soja, deve ter a adubação planejada considerando as duas culturas. Segundo o pesquisador do IAC, Aildson Pereira Duarte, o uso das tecnologias mais recentes para o milho é a inoculação com Azospirillun, que pode transferir parte dos nutrientes e produzir substâncias que melhoram o enraizamento e, consequentemente, aumentar a produtividade do milho. “Esse tipo de adubação do milho safrinha permite que a produtividade continue aumentando e melhora os ganhos econômicos por área no sistema de produção das culturas de soja e milho safrinha”, diz. Duarte afirma, porém, que essa bactéria tem capacidade limitada de transferir nitrogênio para a planta e que sua inoculação não proporciona a substituição parcial da adubação nitrogenada.
Novas alternativas de alimentos volumosos para ovinocultura
A conservação de plantas por meio do processo de ensilagem – de fermentação – é empregada em larga escala para o fornecimento de alimentos volumosos durante a escassez de pastagem. De acordo com a pesquisadora da APTA, Gabriela Aferri, muitas são as plantas que podem ser conservadas desse modo e a escolha depende das atividades comuns em cada região.
“Na região do Médio Paranapanema há produção de milho, mandioca, cana-de-açúcar, soja, entre outras culturas que podem ser ensiladas em diferentes épocas de produção, com diferentes aditivos, como a inclusão de materiais auxiliadores da fermentação, caso do milho, ou como melhorador do teor de nitrogênio, no caso da ureia. O objetivo principal é que no processo de transformação do material verde em silagem haja a produção de substâncias que conservem o alimento para ser utilizado ao longo do tempo”, afirma Aferri. O material conservado por meio de bactérias anaeróbicas é usado para alimentação de ovinos.
Mandiocas de mesa e cana-de-açúcar: cultivares e produção
Durante a 7ª Coopershow serão apresentadas tecnologias para a cultura da mandioca de mesa e indústria. O pesquisador da APTA, Ricardo Kanthack vai falar sobre as qualidades organolépticas da variedade de mesa IAC 576-70, mais conhecida como Amarelinha. Também será mostrada uma alternativa para os produtores, a mandioca de mesa IAC 06-01, que possui em média quatro vezes mais betacaroteno, precursor da vitamina A, que as outras variedades no mercado, A IAC 06-01 está em processo de lançamento pelo Instituto Agronômico. Cerca de 80% dos campos paulistas e mineiros de mandioca são plantados com variedades do IAC.
A variedade de cana-de-açúcar IAC 93-3046 também será mostrada no evento. O material é usado para alimentação animal e é considerado mais rústico e produtivo do que os outros no mercado usados para esse fim. A variedade tem ainda porte ereto, alto perfilho e alta brotação de soqueira com fechamento nas entrelinhas excelente, dificultando o desenvolvimento de plantas daninhas, com alto teor de açúcar e boa palatabilidade aos bovinos, com teor de fibras médio, indicada para ambientes produtivos restritos. De acordo com Kanthack, ambas as tecnologias são inovações para os produtores da região.
Serviço
7.ª Coopershow
Data: 31 de janeiro e 1.º de fevereiro de 2013
Horário: a partir das 8h30
Local: Campo de Difusao de Tecnologia (Silo II), Candido Mota, SP.
Texto
Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa – APTA
19 – 2137-0616/613
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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