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Governador de São Paulo visita estande com tecnologias paulistas na Agrishow

O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, visitou o estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em 28 de abril, durante a abertura da Agrishow 2014, em Ribeirão Preto, interior paulista. Alckmin recebeu das mãos do Coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Orlando Melo de Castro, a publicação com o balanço econômico e social da APTA. O resultado é pra lá de positivo: a cada R$ 1,00 investido nos seis Institutos de Pesquisa e 14 Polos Regionais coordenados pela APTA, o retorno é de R$ 11,80 para a sociedade. A publicação “Ciência Agropecuária Paulista – Pesquisa e inovação gerando produtividade e qualidade de vida” foi lançada na Agrishow. O Governador conheceu ainda o sistema de mudas pré-brotadas (MPB) desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, experimentou cafés do Instituto e recebeu um pacote de pipoca, produzido com o milho-pipoca IAC 125 Airan. Na Feira, que segue até 02 de maio, estão expostas diversas tecnologias da APTA.
O sistema MPB é uma tecnologia desenvolvida pelo IAC, direcionada ao aumento da eficiência e dos ganhos econômicos na implantação de viveiros, replantio de áreas comerciais e, possivelmente, renovação e expansão de áreas de cana-de-açúcar. “Trata-se de um novo conceito de multiplicação da cana, reduzindo volume e levando para o campo efetivamente uma planta”, diz Mauro Alexandre Xavier, pesquisador do IAC. Um grande benefício do MPB está na redução da quantidade de mudas que vai a campo. Para o plantio de um hectare de cana, o consumo de mudas cai de 18 a 20 toneladas, no plantio convencional, para 2 toneladas no MPB. “Esse valor significa que 18 toneladas que seriam enterradas como mudas vão para a indústria produzir etanol e açúcar, gerando ganhos”, explica Xavier. Além da economia, os produtores podem alcançar ganhos de produtividade de até 40%, em relação ao sistema de plantio tradicional.
Durante a abertura da Agrishow, Alckmin falou sobre a importância do evento e destacou os trabalhos realizados pelo Centro de Cana IAC. "O IAC inaugurou recentemente uma biofábrica de cana-de-açúcar e tem uma das três coleções de cana do mundo", afirmou.
A biofábrica de cana-de-açúcar do IAC, inaugurada em 4 de abril, tem capacidade para produzir 4 milhões de muda de cana, por ano. Com a estrutura, o IAC pode aumentar em 40 vezes sua capacidade de produção de muda. O Centro de Cana IAC é responsável pela administração da Coleção Mundial de Cana do Brasil, que é a terceira coleção no mundo. As outras ficam nos Estados Unidos e na Índia.
Retorno social e econômico das pesquisas realizadas pela APTA
Pela primeira vez, a APTA elabora o balanço social e econômico de suas pesquisas agropecuárias. O resultado, apesar de esperado, surpreende: a cada R$ 1,00 investido nos seis Institutos de Pesquisa da APTA e nos 14 Polos Regionais, tem-se o retorno de R$ 11,80. As informações estão nas 164 páginas da publicação “Ciência Agropecuária Paulista: Pesquisa e inovação gerando produtividade e qualidade de vida”. O objetivo da obra é dar retorno aos diversos investidores da pesquisa paulista, como o Governo do Estado de São Paulo, as agências de fomento e a iniciativa privada, além de informar também a sociedade em geral sobre os benefícios proporcionados pela ciência e que estão incorporados no cotidiano.
O período considerado é de 2010 a 2013, quando foram destinados R$ 1,072 bilhão à APTA, sendo 77% dos recursos provenientes do Governo do Estado de São Paulo, 14% da iniciava privada e 6,7% das agências de fomento estaduais e federais. O retorno econômico anual da APTA foi estimado em cerca de R$ 3,2 bilhões no período 2010-2013. "Selecionamos 41 tecnologias já adotadas pelos setores de produção para essa análise, mas há muitos outros pacotes tecnológicos ainda não dimensionados, o que nos leva a afirmar que o impacto da pesquisa paulista é seguramente maior", afirma Orlando Melo de Castro, coordenador da APTA. Os cálculos foram feitos segundo metodologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Texto: Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa - APTA
Foto: Antonio Carriero

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