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Funcafé libera recurso para a colheita de café

O governo começou a liberar os recursos para o financiamento da colheita de café da safra 2007/08. O montante para atender a atividade é estimado em R$ 450 milhões. Essa é a primeira vez que o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) libera os valores no início da colheita do café arábica, cultivado principalmente em Minas Gerais. Porém, os cafeicultores do Espírito Santo, onde é cultivado o tipo de café conilon, ainda aguardavam os valores logo no início deste mês, quando começou a colheita da commodity na região, diz o presidente da Comissão Nacional do Café, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Pereira de Mesquita. "Mas, ainda assim, os recursos saíram mais cedo do que em épocas anteriores’’, acrescenta Mesquita. O objetivo do crédito é apoiar o cafeicultor durante o período de colheita, podendo estocar a mercadoria e vender quando os preços estiverem remuneradores. O grande problema é a incapacidade financeira de alguns cafeicultores, diz Mesquita, que ainda se encontram endividados e precisam desovar a mercadoria. "Isso faz com que muitos produtores não aproveitem os recursos (para estocar o café)’’. Ontem a cotação para maio foi negociada a 103,75 centavos de dólar por libra-peso na Coffee, Sugar and Cocoa Exchange (CSCE), de e Nova York. A cifra caiu 0,57% em relação ao pregão anterior. Neste mês, a cotação já acumula queda de 4,46%. Possivelmente, o montante será insuficiente para atender a demanda do campo. O ideal, segundo Mesquita, é que os recursos para tal finalidade chegassem a R$ 600 a R$ 700 milhões para atender a todos os produtores e a toda a safra estimada em 32,065 milhões de sacas de cafés de 60 quilos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O limite de crédito por produtor pode chegar até R$ 200 mil, correspondente a R$ 1,44 mil por hectare. Com taxa de juros de 9,5% ao ano, o prazo de pagamento é de 90 dias após a colheita. O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Linneu da Costa Lima , diz que o financiamento pode ser convertido em estocagem da commodity, tendo prazo até 18 meses para a quitação. O primeiro contrato foi aprovado para o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), para o qual serão liberados hoje uma parcela inicial de R$ 80 milhões. Além do Bancoob, o Departamento de Café (Dcaf) do ministério está em fase de aprovação de contratos com outras instituições financeiras, como Banestes, Crediminas, Credivar, Banco Safra, Santander Banespa, Itaú BBA, Bradesco, Unibanco e Banco do Brasil. Segundo Linneu, outros agentes financeiros também já procuraram o ministério para manifestar interesse em operar com recursos do Funcafé.
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