cabecalho apta130219

Feijão puxa lista de aumentos nos preços agrícolas da terceira quadrissemana de março

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede o preço pago ao produtor rural, subiu 3,17% na terceira quadrissemana de março, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). O índice de preços dos produtos de origem vegetal aumentou acima desse patamar, ou seja, 3,25%, enquanto o índice de preços dos produtos de origem animal apresentou alta de 2,96%.
Dos produtos pesquisados, 11 tiveram alta de preços (sete de origem vegetal e quatro de origem animal), enquanto sete produtos apresentaram queda (cinco de origem vegetal e dois de origem animal). As altas mais significativas foram verificadas nos preços do feijão (29,92%); da laranja para mesa (17,01%); do tomate para mesa (16,17%); do café (11,30%); dos ovos (10,08%) e da carne de frango (5,78%).
O preço do feijão, após a reversão da tendência de queda, se incorpora ao movimento convergente de alta dos preços agropecuários com índices elevados, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez (lhperez@iea.sp.gov.br), Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br), Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br), José Alberto Angelo (alberto@iea.sp.gov.br) e José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br). É que passou a conjuntura de oferta excedente de janeiro/fevereiro, com preços muito abaixo dos custos de produção, o que desestimulou plantios nas safras complementares, como a da seca. “A gangorra de preços alavanca a subida. Entretanto, quando o produtor tinha produto, os preços estavam baixos e agora, com preços em alta, (ele) não tem produto.”
Os preços da laranja de mesa refletem a entressafra da laranja pêra do rio, com a oferta de menor quantidade de frutas num momento de alta demanda de sucos naturais, dizem os analistas. “A proximidade da entrada da safra em poucos meses pode reverter essa tendência de alta. Interessante notar esse descolamento conjuntural entre a laranja de mesa e a laranja para indústria que apresentam sinais contrários no comportamento dos preços.”
 No caso do tomate, explicam os pesquisadores, permanece a realidade de demanda aquecida numa situação de safra menor que ainda leva algum tempo para se ajustar. Isto porque as chuvas continuadas geraram perdas de lavouras e de colheita, com impacto conjuntural no abastecimento do produto, elevando expressivamente os preços.
Já os preços do café elevaram-se devido às pressões da demanda internacional e aos menores estoques mundiais, segundo os técnicos do IEA. No mercado interno, cresceu de forma importante o consumo do produto, inclusive de cafés de melhor qualidade, com impacto nos preços.
Para os ovos, verifica-se a menor oferta num ajuste desproporcional em decorrência da conjuntura anterior de preços baixos. Associa-se a isso a pressão de demanda da agroindústria de massas alimentícias e de panificação, devido ao período de quaresma quando há incremento do consumo desse produto.
O preço da carne de frango sofreu os impactos do aumento das exportações e das pressões da demanda interna, mostram os analistas. É que a enorme oferta de produto manteve os preços sob algum controle na passagem do ano e agora, por conseguinte, tem-se redução no alojamento de aves, o que reduz a oferta e gera aumento nas cotações.
As quedas mais expressivas ocorreram nos preços do amendoim (16,49%); da soja (5,63%) e da banana (4,02%).
A íntegra da análise está disponível em www.iea.sp.gov.br.
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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