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Exportação de carne suína cai pelo 3º mês consecutivo

As exportações brasileiras de carne suína caíram pelo terceiro mês consecutivo, conforme balanço divulgado hoje pela (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). A receita cambial em abril foi de US$ 57 milhões e recuou 50,31% na comparação com o mesmo período de 2005 (US$ 114,8 milhões). O volume exportado sofreu uma queda de 51,38%, passando de 59.333 toneladas em abril de 2005 para 28.850 toneladas no mesmo período deste ano. No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, as exportações para a Rússia já indicam uma retração de 43% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 58.037 toneladas nos quatro primeiros meses, contra 101.706 em igual período de 2005. Segundo o presidente da o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, "principal motivo para a continuidade da queda no desempenho comercial do setor continua sendo o embargo da Rússia às carnes brasileiras". O veto foi determinado no dia 12 de dezembro do ano passado por causa dos focos de febre aftosa nos Estados do Mato Grosso do Sul e Paraná. "O Brasil ainda conseguiu embarcar parte dos estoques produzidos antes do embargo durante os meses de janeiro e fevereiro." A entidade explica que a suspensão parcial do embargo russo às carnes brasileiras, que liberou exclusivamente a produção do Rio Grande do Sul, ainda não foi suficiente para melhorar a performance do setor em abril. Outros mercados importantes, como Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás, continuam fechados. A Rússia é o principal importador do produto brasileiro, respondendo pela compra de 65% do total enviado pelo Brasil ao exterior no ano passado. Atualmente, o Brasil é o quarto no ranking mundial de produtores e exportadores de carne suína.
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