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Exportação de arroz vai cair pela metade com produção menor

A presença de transgenia no arroz dos Estados Unidos abre a possibilidade de o Brasil ampliar as exportações do cereal, junto com a Argentina e o Uruguai. No entanto, o câmbio e a valorização do produto no mercado interno podem freiar os planos de crescimento do setor. Por isso, os produtores querem que o governo subsidie as exportações. As projeções são que o País comercialize com o exterior entre 200 mil a 300 mil toneladas, uma redução de 30% a 50% do volume exportado em 2006. "Podemos perder um mercado conquistado", diz o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Valter Pötter. Do total embarcado no ano passado, cerca de 20% foi de produto de maior valor agregado - arroz branco ou parboilizado - e o restante de quebrados. A proposta da Federarroz é que o governo dê um subsídio de R$ 5 a R$ 6 por saca para o escoamento do cereal para o mercado externo. O assunto será discutido hoje em reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. "O subsídio é necessário para o Brasil não fechar as portas que abriu", diz o presidente da Federarroz. Segundo ele, o ideal é que o País embarque pelo menos 200 mil toneladas, sendo metade de produto de maior valor agregado. Outro fator que vai mexer no volume de exportação é a safra, que será 10,7% menor, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - mas pode cair ainda mais, pois há indícios de quebra no Rio Grande do Sul. A menor oferta do cereal deixa os preços em patamares superiores aos de 2006 - R$ 22 a saca ante R$ 17 a saca no Rio Grande do Sul - e o governo projeta que possa chegar a R$ 27,50 a saca no segundo semestre. Tiago Barata, analista da Safras & Mercado, diz que a valorização do arroz no mercado interno tira a competitividade do Brasil na exportação. Além disso, segundo ele, o principal produto negociado - o arroz quebrado - também está com preços mais altos, pois é usado em rações e tem seguido a valorização verificada na soja e no milho. "Tudo leva a crer que exportaremos menos, mas não podemos esquecer que conquistamos um mercado que tem de ser atendido", diz Barata. Segundo ele, durante quase duas décadas o País exportou, no máximo, 60 mil toneladas e, a partir de 2005 é que aumentou os volumes.
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