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Exportações do agronegócio paulista crescem 27,02%, para US$ 20,20 bi, em 2010

As exportações do agronegócio paulista aumentaram 27,02%, para US$ 20,20 bilhões, em 2010, quando comparadas com as do ano anterior, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Os produtos semimanufaturados apresentaram o maior crescimento (+50,40%), para US$ 6,93 bilhões, seguidos dos básicos (+25,75%), para US$ 3,58 bilhões, e dos manufaturados (+ 14,68%), para US$ 9,69 bilhões.
Os produtos manufaturados tem a maior participação (47,96%) no agronegócio paulista, segundo os pesquisadores José Sidnei Gonçalves e José Roberto Vicente. Nas demais unidades da federação brasileira, o incremento das vendas externas do agronegócio foi menor que o paulista, ou seja, de 15,68%. “Mostram também menor perfil de agregação de valor em relação a São Paulo, uma vez que os produtos básicos, totalizando US$ 38,44 bilhões no ano de 2010, apresentam maior participação nas vendas externas setoriais (64,32%).”
Assim, o incremento nas vendas externas do agronegócio brasileiro foi menor que o paulista, alcançando 18,35% para US 79,95 bilhões. Os produtos básicos (US$ 42,02 bilhões), cuja participação nas exportações setoriais nacionais foi de 52,55%, aumentaram suas vendas em 11,64%. O maior aumento em 2010 foi nos produtos semimanufaturados (45,03%), para US$ 18,24 bilhões, seguido dos produtos manufaturados (13,57%), para US$ 19,70 bilhões.
“Esses indicadores mostram as diferenças estruturais dos agronegócios paulistas no contexto nacional. Nas demais unidades da federação, os produtos básicos são preponderantes (64,32%), perfazendo a condição primário-exportadora das exportações brasileiras dos agronegócios no ano de 2010 (52,55%), diferenciando-se da realidade paulista onde os produtos básicos representam apenas 17,72%”, dizem os pesquisadores do IEA. “Em São Paulo, a participação de produtos industrializados nas exportações dos agronegócios se mostra muito maior (81,28%), evidenciando índices superiores de agregação de valor.”
Por categoria de uso, o grupo de matérias-primas e produtos intermediários foi predominante em 2010. No caso brasileiro, esse grupo representa 63,83% (US$ 51,03 bilhões) do valor total das exportações de mercadorias do agronegócio (79,95 bilhões). No Estado de São Paulo, esse grupo também predomina com 56,29% (US$ 11,37 bilhões) do valor total (US$ 20,20 bilhões).
Preços e quantidades
Os acréscimos nos valores obtidos com as exportações do agronegócio paulista em 2010 resultaram da significativa elevação nos preços dos semimanufaturados (35,3%), associada ao incremento nas quantidades dos produtos semimanufaturados (+11,2%) e dos produtos básicos (+10,2%). Os pesquisadores do IEA ressaltam que a quantidade embarcada dos produtos manufaturados, que correspondem ao maior percentual das vendas setoriais paulistas no exterior, apresentou recuo de 1,6%.  “Esse desempenho foi compensado com preços mais altos.”     
Em termos de quantidade, os maiores incrementos dos principais grupos de mercadorias e dos produtos a eles associados (que correspondem a 83,5% da geração setorial de divisas) ocorreram na borracha (+53,0%), nos agronegócios especiais de origem animal (+25,6%) e no açúcar (+13.4%). Quanto aos preços, destacam-se o álcool (+38,5%), a madeira (+38,0%) e o açúcar (+32,1%). “O complexo canavieiro volta-se para o açúcar aproveitando os maiores preços externos, com redução das vendas externas de álcool”, dizem os pesquisadores do IEA.
No cenário brasileiro, o incremento das exportações do agronegócio foi mais expressivo nos produtos semimanufaturados, tanto das quantidades (+11,0%) quanto dos preços (+30,7%). Os produtos básicos, que representam o principal componente das vendas externas nacionais da ótica da agregação de valor, tiveram incrementos menores de quantidade (+4,0%) e de preços (+13,8%), embora sejam percentuais expressivos.
Entre os principais grupos de mercadorias (83,8% do total das  divisas provenientes das exportações setoriais brasileiras), o grupo cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou elevação na quantidade (+6,5%) e redução nos preços médios (-2,2%), fundamentalmente em função do comportamento da soja em grão. “Numa realidade de valorização cambial, verifica-se a redução da rentabilidade dessa lavoura uma vez que isso implica em preços internos inferiores”, observam os analistas do IEA. 
Nos índices de quantidade, destaca-se a redução dos volumes de álcool (-41,5%), das toneladas de grãos para o consumo direto (-46,2%) e de produtos de suínos (-10,9%). Nos preços, ocorreram acréscimos no açúcar (+32,3%), no álcool (+31,0%), na madeira (+28,5%) e no café (+22,6%). A maioria dos preços obtidos em 2010 nas vendas externas de produtos da agricultura é significativamente superior do que a que vigorou em 2009, concluem os pesquisadores.
Superávit paulista
O resultado final da balança comercial do agronegócio paulista em 2010 foi um saldo positivo (superávit) de US$ 12,14 bilhões, (acréscimo de 26,5% em relação ao ano anterior). É a diferença entre exportações de US$ 20,20 bilhões (mais 27,0%) e importações de US$ 8,06 bilhões (aumento de 27,9%).
As importações nos demais setores da economia paulista (ou seja, excluindo o agronegócio) somaram US$ 59,71 bilhões em 2010, enquanto as exportações atingiram US$ 32,09 bilhões, gerando um déficit externo agregado de US$ 27,62 bilhões. “Assim, conclui-se que o comércio exterior paulista seria bem mais deficitário não fosse o desempenho dos agronegócios estaduais”, concluem os pesquisadores do IEA.
Link: íntegra do estudo
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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