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Estudo detecta concentração de mercúrio no Rio Grande e Represa Billings

A identificação da presença de 22 espécies de peixes ao longo do rio Grande, das quais três consideradas ameaçadas de extinção, é um dos resultados da dissertação de mestrado “Distribuição da ictiofauna do Rio Grande (Alto Tietê, SP) e níveis de exposição ao mercúrio (Hg) ao longo de seu eixo e na zona de influência da Represa Billings”, defendida pela pós-graduanda Natália Furlan, junto ao Programa de Pós-graduação em Pesca e Aquicultura do Instituto de Pesca (IP-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O rio Grande, um dos principais formadores da Represa Billings na Região Metropolitana de São Paulo, dá origem ao Reservatório do rio Grande, que abastece 1,6 milhão de pessoas em Diadema, São Bernardo do Campo e parte de Santo André.
Também foram registradas modificações marcantes na qualidade da água do trecho inferior do rio Grande, a jusante do município de Rio Grande da Serra, com concentrações de coliformes fecais e Hg no sedimento bastante elevadas, indicando a existência de contaminação, diz a pesquisadora Katharina Eichbaum Esteves (IP), que co-orientou o trabalho com o doutor Gilson Alves Quináglia, da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). “Com relação à utilização de Hg no sangue de G. brasiliensis como ferramenta de biomonitoramento, verificou-se a sua eficácia como indicador das concentrações de Hg no sedimento, mostrando as condições recentes de exposição a esse metal às quais os peixes estão sujeitos.”
O objetivo da pesquisa foi o de estudar a composição e estrutura da ictiofauna, sua relação com características ambientais e influências antrópicas do rio Grande, assim como avaliar o grau de exposição ao Hg ao qual a espécie Geophagus brasiliensis (acará) está sujeita. O estudo é importante pelo fato de a região do Alto Tietê possuir uma ictiofauna ainda pouco conhecida, que apresenta elevado grau de endemismo e concentra grande número de espécies, das quais algumas consideradas ameaçadas de extinção.
Além disso, inúmeras atividades humanas, incluindo devastação da Mata Atlântica e expansão das áreas urbanizadas e industriais, tem causado problemas de contaminação, cujos efeitos sobre a ictiofauna não são ainda bem conhecidos.
Outras informações podem ser obtidas com a pesquisadora  Katharina Esteves pelo e-mail kesteves@pesca.sp.gov.br
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