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Estudo aponta custos de produção de café nas principais regiões produtoras do Brasil

Estudo publicado na revista Informações Econômicas (edição de setembro/2009), do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, calcula e compara os custos de produção nas principais regiões produtoras brasileiras. O objetivo é fornecer subsídios aos cafeicultores, para o acompanhamento de seu negócio, e à formulação de políticas públicas.
Os resultados indicam que as regiões que apresentam maior vantagem comparativa, com relação aos custos de produção, são o Norte Novo (Cornélio Procópio) e o Norte Velho (Jacarezinho) do Estado do Paraná. Apresentam custos de produção inferiores aos observados na maior parte das outras regiões produtoras, principalmente se comparado com o Sul e Cerrado de Minas, Mogiana Paulista, Alto Caparaó e Planalto e Oeste baianos.
Em seguida, aparecem a região da Mogiana (Estado de São Paulo) e o Sul e o Cerrado de Minas Gerais. Além de apresentarem custos de produção similares, essas regiões “apresentam excelentes condições edafoclimáticas para o desenvolvimento da cultura e são reconhecidas por produzir cafés de excelente qualidade de bebida, principalmente o sul de Minas e a Mogiana. Este fator, se estrategicamente explorado, pode resultar na captura de prêmios no mercado de café de qualidade, conferindo ainda maior capacidade competitiva para esses cinturões”.
O trabalho foi elaborado pelos pesquisadores Flávia Maria de Mello Bliska (IAC-APTA), Celso Luis Rodrigues Vegro (IEA-APTA), Paulo César Afonso Júnior e Elessandra Aparecida Bento Mourão (Embrapa Café) e Cleide Helena Santos Cardoso (estudante de Agronomia da Universidade Federal de São Carlos). Eles apuraram que os valores estimados neste estudo são em geral inferiores aos da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), apresentados no levantamento de custo de produção disponibilizado em 2006 para o mesmo período.
Isto, “embora o estudo tenha utilizado os valores de aluguéis de máquinas e implementos praticados em cada região como estimativa dos custos desses equipamentos por hectare, o que tenderia a superestimar o custo. A exceção observada ocorreu na região de Luís Eduardo Magalhães. Nessa região, em função do peso da irrigação do custo total de produção de café, a utilização do valor do aluguel de pivot central pode ter se refletido no custo de produção superior ao informado pela CONAB”. 
Outros destaques
Entre os destaques da nova edição da revista, encontra-se ainda a análise da evolução da  heveicultura paulista entre 1995/96 e 2007/08, nos aspectos socioeconômicos, tecnológicos, agronômicos e ambientais. “Concluiu-se que o setor está crescendo com sinais claros de expansão de área, sendo esta uma lavoura estratégica do ponto de vista do emprego agrícola, mais precisamente, na fixação de famílias residentes no meio rural. A expansão da cultura da seringueira é relevante sobre o prisma ambiental pela sua capacidade de estocar carbono, bem como por substituir pastagens mal manejadas, que contribuem para o aumento do teor de carbono na atmosfera.”
Outros destaques são os estudos sobre as exportações da cadeia de produção de cana para indústria (período 1997-2008); emprego na agricultura paulista; o agronegócio nos investimentos diretos brasileiros; e a nova estimativa de oferta e demanda de milho.  
Link: Revista Informações Econômicas (Setembro/2009)
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
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