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Estudo aponta avanços no Projeto Vivaleite e defende sinergias com área de saúde

As características dos atores-chave e das relações entre eles – como agilidade, cooperação, reputação, respeito às regras, centralidade, freqüência e controle - marcam a forte coesão social existente na rede 23 (unidade da região da Grande São Paulo, que engloba os municípios de Carapicuíba e Osasco, atendida pela Usina Milk Lins) do Projeto Vivaleite, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. É o que conclui o trabalho “Eficácia e Coesão Social do Projeto Vivaleite do Governo do Estado de São Paulo”, publicado no site do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). “Este nível de coesão é muito relevante para uma rede de segurança alimentar inserida em um país em desenvolvimento”, dizem os autores do estudo.
O trabalho foi elaborado pelos professores Luiz Fernando Paulillo, da Universidade Federal de São Carlos, e Luiz Manoel de Almeida, da Universidade Federal de Goiás; as pesquisadoras Valquíria da Silva e Elizabeth Alves e Nogueira, do IEA; e Jair Martineli, diretor de Abastecimento, Alimentação e Nutrição da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (CODEAGRO). Os autores ressaltam que, em termos de benefício da entrega do leite à população, essa coesão significa que uma parte relevante de famílias com crianças e idosos de Osasco e Carapicuíba com maior sensibilidade à (in) segurança alimentar é atingida pelo projeto.
O caso da rede formada nos municípios de Osasco e Carapicuíba pelo Vivaleite mostra também o elevado grau de eficácia de uma política pública de segurança alimentar no Estado, dizem eles. “A pontuação obtida entre os indicadores utilizados na pesquisa de campo (92 pontos de 100 possíveis) revela os bons efeitos provocados pelo projeto de segurança alimentar e o grau de satisfação do gestor (17 efeitos foram considerados muito satisfatórios, representando 77,3% do total de 22 efeitos avaliados).”
Porém acreditam que é possível melhorar os resultados do projeto na rede 23, a começar pelo campo de atuação das entidades, já que 72,4% delas não participam de outros programas governamentais. “É preciso que a coordenação do projeto (CODEAGRO) estabeleça um plano de ação para estimular as participações das entidades, com orientação, maior informação e possíveis sinergias a outros programas ou projetos do governo estadual.”
Segundo o estudo, 75% das famílias beneficiárias reivindicam um volume incremental semanal de aproximadamente 120% do fornecido atualmente. “Assim, o aumento da quantidade fornecida de leite para essas famílias deve ser considerado. O número médio de moradores é de 4,5 pessoas por família e a idade média é de 21 anos (sendo 1,3 a média de crianças até 6 anos e 2,3 de moradores até 18 anos), mostrando a importância do leite para as crianças e também para o restante da família, geralmente com muitos jovens.”
Por fim, dizem os pesquisadores, sinergias com os projetos da área da saúde podem ajudar a melhorar o grau de segurança alimentar do público atingido na região. A pesquisa mostra que 48% dos beneficiários do Projeto Vivaleite apresentaram algum problema crônico de saúde nos últimos 6 meses, significando a necessidade de algum tipo de atendimento do setor de saúde mais sistemático. Enfim, intervenções mais focadas podem melhorar os resultados do Projeto Vivaleite na rede 23, concluem.
O Projeto Vivaleite, implantado em 1993, tem atualmente 3.297 entidades cadastradas entre a capital e as regiões da Grande São Paulo. 
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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