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Embargo argentino faz cotações do trigo subirem

O trigo foi o produto que registrou maior crescimento nas cotações na última semana, segundo levantamento da RC Consultores, apesar de o índice de preço agrícolas ter recuado 0,7% em relação à semana anterior. De acordo com o estudo, o preço do trigo subiu 4,3% na semana passada em relação à semana anterior devido à suspensão de registros de exportação do cereal da Argentina em meados de março. Desde que o governo argentino anunciou a medida, o preço da tonelada de trigo em grão naquele país subiu 13%, de US$ 190 para US$ 210 a US$ 215 a tonelada, segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento. Para ele, o cenário altista era previsto diante da oferta abaixo da demanda no mercado argentino, que é o principal fornecedor do Brasil. Na avaliação de Bento, a tendência para os próximos meses é de alta, uma vez que o preço do cereal da Argentina ainda está US$ 42 por tonelada abaixo do preço do cereal dos Estados Unidos - na ordem de US$ 250 a tonelada. "Ainda há espaço para o preço da Argentina subir’’, avalia. Segundo o analista, o repasse do preço do trigo não foi integral no Brasil devido à queda do dólar ante o real. Nessa segunda-feira (09-04), na bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de trigo com vencimento em julho encerraram o pregão a 462 centavos de dólar por bushel. Os valores foram 0,7% superiores ao fechamento de sexta-feira. Suco: Os contratos futuros de suco de laranja caíram em Nova York para seu patamar mais baixo em quase seis meses porque a demanda recuou depois de os preços no varejo terem saltado 25% em 12 meses. Os papéis com vencimento em julho encerraram o pregão a 181,60 centavos de dólar por libra-peso, valor 3,4% inferior ao de sexta-feira. Segundo o relatório das vendas do varejo da AC Nielsen, o volume de suco vendido em 12 meses caiu 13%, para 51,73 milhões de galões. Commodities: As cotações internacionais do petróleo caíram mais de 4% e fizeram com que os fundos vendessem posições, levando consigo os preços das commodities agrícolas ligadas à energia. "Além do petróleo, a previsão de chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos influenciou o mercado, já que atrasam o plantio de milho, podendo haver aumento na área de soja", afirma Flávio França Júnior, analista da Safras & Mercado. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão a 766,50 centavos de dólar o bushel, queda de 1,3% em relação à sexta-feira. Os preços internacionais do algodão também caíram ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão a 53,55 centavos de dólar a libra-peso, valor 1,8% inferior ao fechamento de sexta-feira. Segundo o analista Miguel Biegai Júnior, da Safras & Mercado, a variação foi resultado da rolagem de contratos. "Quem estava com posição comprada, vendeu", explica. Viviane Monteiro e Neila Baldi Fonte: Gazeta Mercantil
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